segunda-feira, 24 de agosto de 2009

PRATO ESPECIAL


Na reentrée etílica de Walmir Rosário não faltou cachaça da boa (Boazinha, por sinal), direto de Salinas, cerveja bem gelada e o prato da noite (piéce de rèsistance) foi uma uma monumental muqueca de ovo de boi, especialidade culinária do advogado José Augusto Ferreira Filho.

A iguaria agradou a todos e foi amplamente elogiada pelo confrades, que já encomendaram nova panelada ao expert chef.


NO PRAZO MARCADO


Conforme aprazado anteriormente em mesa de bar, finalmente, o confrade Walmir Rosário retomou as atividades etílicas no Alto Beco do Fuxico. A data escolhida previamente foi 21 de agosto de 2009, uma fatídica sexta-feira, dia consagrado à bebedeira.
O local escolhido foi o bar Artigos para Beber, comandado por Eduardo Gomes.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

PESQUISA DESFAZ MITOS E MOSTRA VERDADE


Já não era sem tempo. Finalmente uma pesquisa séria demonstra resultados positivos obtidos na prática no meio esportivo. Bebidas alcoólicas nunca fizeram mal à pratica de esportes, tanto assim que os atletas mais completos sempre deram aquela famosa "saidinha" da concentração para dar uma "bicadinha" na "marvada".
Leiam, com bastante ateção, a notícia seguinte:

Estudo recomenda cerveja após jogos aos atletas

Cientistas comprovam que bebida é um bom reidratante

LANCEPRESS!

Um estudo científico comprovou que consumir cerveja depois da prática de esportes é bom para o organismo. Segundo Joan Ramón Barbany, professor de Fisiologia do Exercício da Universidade de Barcelona, a cerveja é uma bebida "eficaz" pela "alta presença de elementos antioxidantes", que ajudam a reduzir dores musculares e a fadiga.

O estudo, chamado "idoneidade da cerveja na dieta equilibrada dos esportistas", foi apresentado nesta terça-feira na cidade de Alicante, no leste da Espanha, por ocasião dos Jogos Mundiais de Medicina e Saúde.

- A cerveja tem alta presença de elementos antioxidantes, derivados de sua origem vegetal, que combatem o surgimento de radicais livres - segundo Barbany.

Ele lembrou ainda que a bebida contém minerais e carboidratos.- Sua ingestão em doses moderadas por pessoas adultas pode desempenhar um papel na recuperação do metabolismo hormonal e imunológico dos esportistas após o exercício físico - explicou.

Para o professor Manuel Castillo-Garzón, professor de Fisiologia Médica da Universidade de Granada, beber cerveja "não tem nenhum aspecto desaconselhável como bebida para reidratação em comparação com a água".

O estudo contou com a participação de 16 pessoas que, separadas por um intervalo de três semanas, fizeram duas sessões de exercícios fortes por cerca de uma hora, em "um ambiente de alta temperatura".

O esforço fez com que os participantes perdessem de dois a três quilos, principalmente de água. Em uma das sessões eles só poderiam beber água após os exercícios e na outra a cerveja entrou, acompanhada de toda a água que quisessem.

Para o médico especialista em Fisiologia do Esporte e ex-jogador profissional de basquete Juan Antonio Corbalán, "apesar do álcool" e com "um uso inteligente", a cerveja é uma "bebida magnífica, compatível com o rendimento esportivo de qualquer disciplina".

ATÉ QUE ENFIM!

ALMOÇO DE FARIAS "BOMBA" NAS COLUNAS SOCIAIS


O ágape promovido pelo casal Carlos e Telma Farias fez sucesso absoluto nas páginas dos jornais do eixo Itabuna-Ilhéus, principalmente nas colunas sociais.

Presentes ao fausto evento, os jornalistas Valério de Magalhães e Zé Carlinhos, dois nomes de primeira grandeza do jornalismo sul-baiano, garantiram o refinamento da recepção.

domingo, 5 de julho de 2009

"DESEMBARGADOR" FARIAS HOMENAGEIA AMIGOS



O acadêmico em Direito pela Faculdade de Ilhéus, Carlos Farias "Desembargador" para os íntimos, e sua esposa Telma, abriram o jardim de sua residência para receber um grupo de amigos de Ilhéus e Itabuna para um fausto almoço.

A finalidade de tão seleto encontro foi homenagear os amigos Walmir Rosário (pela posse na Secretaria de Assuntos Governamentais e Comunicação Social da Prefeitura de Itabuna), Ramiro Aquino (pela posse na Presidência da ABI Sul da Bahia), e José Leite (mais novo Comendador do São Jorge dos Ilhéus).

Receber bem aos amigos é uma característica ímpar do casal Farias, que serviu deliciosos casquinhos de aratu, polvo a vinagrete e salgadinhos de mariscos como entrada; e como pratos de resistência moqueca de Trachinotus goodei, também conhecido vulgarmente como aracanguira, rocambole de aratu e uma seleção de assados de marisco. Tudo de apreciar e comer de joelhos, principalmente após a oração de agradecimento rezada pelo Padre João.

Entre as bebidas, as mais finas e saborosas cachaças de Minas Gerais, whiskeys escosseses e cervejas divinamente geladas.


Legenda das fotos: Os homenageados Ramiro Aquino, Walmir Rosário e José Leite dividem a mesa com José Adervan, Padre João, Antonio Lopes Dr. Hamilton e José Sena; o irrequieto Miguel Soares e Farias contam histórias para o Padre João e José Leite; Farias, Barão de Popoff, Ramiro Aquino e José Sena (sentado); Ruy (Tatu) Rehem comanda mesa com o amigo Moreia, Damiana e as irmãs de Farias.



















domingo, 28 de junho de 2009

EXCLUÍDOS

"Cachacistas" do Sul da Bahia estão indignados com a discriminação das pequenas cervejarias que não se instalam na região. Enquanto isso não acontece, somos obrigados a tomar as cervejas do tipo padrão imposta pelas grande cervejarias.

Caso não admita ser excluído e resolva aguçar o paladar com cervejas de gosto variado, o "cachacista" é obrigado a partir para as cervejas importadas ou nacionais especiais, pagando preços exorbitantes.

É hora dos empresários do ramo etílico olharem o nincho do Sul da Bahia com mais atenção. Enquanto isso não acontece, veja como "rola" coisas boas pras bandas do "sul maravilha".

Veja que gostosura na reportagem em texto e vídeo do G1

FALHA IMPERDOÁVEL


O jornalista Everaldo Benedito manda convite afrontando os confrades da Confraria do Alto Beco do Fuxico. No e-mail, manda cartaz do 7º Encontro de Cachaceiros de Eunápolis, convite feito em cima da hora.

Apesar da exiguidade do tempo - deveria ter mandado há mais tempo -, a Confraria mandou representantes ao importante encontro "cachacístico" do Extremo Sul da Bahia: Edgar Sá foi o confrade escolhido para representar, à altura, a Confraria do Alto Beco do Fuxico.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

ALTO BECO DESFALCADO NO SÃO JOÃO

Com os centenas de "arraiás" armados nas cidades do Sul da Bahia, os frequentadores do Alto Beco do Fuxico desapareceram daquele trecho da vida mundana de Itabuna.
Poucos foram os que se arriscaram a bebericar e jogar conversa fora no "Whiskytório" e no "Artigos para Beber", durante a noite de terça e no dia de quarta-feira (São João).
Calma, gente, a turma não se aposentou, pelo contrário, representaram, em alto estilo, a Confraria do Alto Beco do Fuxico nos comes e bebes juninos.
Já, já, os confrades estarão de volta ao Alto Beco.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

CONFRARIA JÁ NÃO É A MESMA

A Confraria do Alto Beco do Fuxico está passando por momentos de fraqueza ao admitir em seus quadros membros sem tradição ou atividade etílica.


Agora, para tentar desmoralizar a instituição, confrades como Walmir Rosário e Robson Nascimento aparecem no Alto Beco do Fuxico, nas tardes de sábado, quando as atividades etílicas são mais intensas, sem degustar uma cerveja ou uma divina destilada de Ermíro.


Segundo o confrade Walmir Rosário, que promete passar dois meses longe das práticas da boa mesa, no que tange ao copo, esse período de abstemia é apenas uma questão de solidariedade a Robson Nascimento, com quem passa a dividir a mesma garrafa de refrigerante.


Por enquanto!

domingo, 14 de junho de 2009

OS PIMENTAS DEBUTAM NO ALTO BECO DO FUXICO

Como não poderia deixar de acontecer, eis que a turma do Pimenta na Muqueca se rende aos encanto do Alto Beco do Fuxico e se juntaram aos membros da Confraria para uma foto histórica que marca o début naquele pedacinho etílico e fuxiqueiro.
De pronto, ficou definido que site www.pimentanamuqueca.com.br terá como colaborador o proprietário do bar Artigos para Beber, Eduardo Gomes, pelo seu alto potencial de reportagens.
A única exceção dos novos bolgueiros no que tange às propriedades consumidoras é o jornalista Davidson Samuel, que ao contrário da turma, disputa um refrigerante com Robson Nascimento.
A foto histórica foi clicada na quarta-feira (10-06-2009).
A Confraria do Alto Beco do Fuxico fez as honrarias com os confrades Augusto Ferreira, Robson Nascimento, Pedro Carlos, Walmir Rosário, Rafael Barreto, Eduardo Gomes e José Aboboreira.
As duas fotos são necessárias para que todos os "pimentas" apareçam na imagem.

VISITA OFICIAL DA CONFRARIA AO PIMENTA NA MUQUECA


Conforme prometemos abaixo, os novos vizinhos da Confraria do Alto Beco do Fuxico estão em plena atividade no local.
Encastelados no edifício Dilson Cordier, a turma do site Pimenta na Muqueca são os privilegiados dos ares daquela banda efervercente e etílica de Itabuna. Na primeira foto os visitantes: Robson Nascimento (único membro da Confraria que tem o direito de continuar abstêmio, e já foi eleito o motorista da rodada), o advogado Augusto Ferreira, o jornalista e advogado Walmir Rosário; o jornalistas blogueiros Davidson Samuel, o radialista e blogueiro Fábio Luciano, e o adovogado, jornalista e blogueiro Ricardo Ribeiro.
Na foto seguinte, no lugar de Ricardo Ribeiro está Domingos Matos. A troca de lugares foi necessária para que esta foto fosse publicada.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

NOVOS VIZINHOS

Uma grande obra está em andamento no Alto Beco do Fuxico. Os novos vizinhos da Confraria pretendem se instalar em altíssimo estilo.
Mais alguns dias e o Alto Beco do Fuxico, engalanado, fará uma grande festa de recepção.
Como dizem os políticos: "Falta pouco, meu povo, para nós conhecermos as feras".

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A VISTA DO REFORÇO


Os novos vizinhos do Alto Beco do Fuxico poderão desfrutar dessa maravilha de cenário.

Na foto ao lado, são dois bares aprazíveis que são vistas do próprio local de trabalho.

Não é todo o mundo que consegue trabalhar com uma visão privilegiada como esta.

Aguardem mais um pouco para conhecer os novos vizinhos da Confraria do Alto Beco do Fuxico.

É uma questão de tempo para satisfazer a expectativa.

domingo, 24 de maio de 2009

ANIVERSÁRIO

O empresário Zito Segal aniversariou sábado (23) e fechou, literalmente, o Alto Beco do Fuxico para oferecer um lauto churrasco aos amigos e frequentadores do mais democrático espaço etílico-festivo de Itabuna.
Um festão e tanto, até que alguém caiu na besteira de perguntar a idade do aniversariante.
Refeito o susto, Zito chegou a jurar que estaria próximo das 50 primaveras e, mais do que rapidamente, mudou de assunto.

REFORÇO

A Confraria do Alto Beco do Fuxico está em festa com o reforço que receberá esta semana naquele trecho.
Os novos ocupantes daquela localidade etílica-festiva desfrutarão de uma das belas visões: os botequins Wiskitório e Artigos para Beber.
O novo reforço – de peso, por sinal –, além de poder descortinar um cenário impar, inclusive tendo o direito de participar – de camarote – das reuniões da Confraria, ainda terão o privilégio de ter notícias quentíssimas acerca de fatos e acontecimentos daquelas e outras paragens.
Quem serão as novas figurinhas carimbadas do Alto Beco do Fuxico?
Já, já, conheceremos os CARAS...

domingo, 14 de dezembro de 2008

ALTO BECO DO FUXICO SE CONFRATERNIZA

A Confraria do Alto Beco do Fuxico promoveu, quinta-feira (11 de dezembro), o Encontro de Confraternização de 2008.

Além dos confrades, também compareceram convidados, escolhidos entre os freqüentadores bissextos dos bares “Artigos para Beber” e “Whiskytório”, capitaneados por Eduardo e Robson, respectivamente, e que são os pontos de resistência dos membros da Confraria do Alto Beco do Fuxico, em Itabuna.
Como sempre, a organização do evento coube a José D’Almeida Sena (o festejado Ibraim Sued do Beco), que contratou Buffett, de pães, embutidos e salgados, além de churrasquinho-de-gato.
A animação ficou por conta da dupla Dejacir (voz e violão) e Danilo Bruno (saxofone), além das canjas de Alex e Carlinhos.

O repertório passeou por vários ritmos e estilo, indo desde a Bossa Nova a MPB atual, sem se descuidar no atendimento aos pedidos dos confrades, pródigos na oferta de lindas melodias de “um alguém para outro”, notadamente no mais legítimo brega.

Não faltaram as músicas do cantor pernambucano Reginaldo Rossi, e entre as mais pedidas “Garçom” , “Você é doida demais”, “A raposa e as uvas”, e "Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme”, indo até às velhas marchinhas de Carnaval, para a alegria dos pés-de-valsa.

A Confraternização do Alto Beco do Fuxico de 2008 contou com a presença de Del’Rey, o “Arquiduque do Alto Beco do Fuxico”, atualmente residindo em Camaçari. Aqui, o Arquiduque ordenou o fechamento do Beco para a festança.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O sentimento irreparável da perda




Walmir Rosário
Confesso que foi muito difícil para mim escrever essa última homenagem ao meu amigo Eduardo Lavinsky, companheiro de todas as horas, irmão inseparável nesses 23 anos de intenso convívio. Mais difícil, ainda, é assimilar essa perda irreparável, principalmente pelas circunstâncias em que se deu, através de um trágico acidente. Mas são coisas da vida e a morte nada mais é do que parte integrante dessa nossa existência, aqui neste mundo terreno ou além.
Como amigo, nada mais difícil do que receber uma notícia sobre o desaparecimento de um ente íntimo, mas com Lavinsky Deus nos reservou outras surpresas, atingindo, também, em cheio, o campo profissional. Recebemos a notícia de um acidente – como acontece todos os dias –, buscamos a apuração dos fatos, a identificação das vítimas até o último minuto do fechamento da edição. Em vão.
Não nos conformamos com o fato, e mesmo sem saber de quais pessoas envolvidas, nos preocupamos com a apresentação da notícia como inteiro, conforme recomenda os manuais de jornalismo. Buscamos tudo: quem?, o quê?, onde?, quando? como?, por quê?, embora não pudemos, em tempo, fornecer aos leitores o quem. Parece uma peça pregada pelo destino sobre a morte de um jornalista.
Sim, porque Eduardo Lavinsky foi um jornalista com “J” maiúsculo, profissional preocupado com a técnica, a ética, com a repercussão dos fatos nas pessoas, na sociedade. Jornalista dos mais brilhantes, dono de um texto escorreito, chegava ao extremo no zelo com todos os processos de elaboração da notícia, indo desde a apuração até a chamada na primeira página, caso merecesse tal distinção.
Intransigente, não admitia interferências descabidas no trabalho do jornalista, mas sabia como ninguém ouvir – e com que paciência de um monge – todos os lados dos fatos. Nada o tirava mais do sério como ler um texto jornalístico incompreensível, mal apurado, malfeito. Acreditava, ele, que não prestava a notícia e muito menos quem teve o desplante de escrevê-la.
Nasceu para o jornalismo, embora eu soubesse que seu sonho de criança era ser piloto de avião – projeto que nunca se concretizou –, mas que continuava no seu subconsciente. Se sentia feliz com o movimento do aeroporto, não se cansava de ver aviões subindo e descendo, movimento de pilotos. Mas exercia o jornalismo com a mesma precisão de um piloto de avião, profissional que não se pode dar ao luxo de cometer erros.
Em freqüentes brincadeiras, gostava eu de dizer que ele não deveria ser jornalista, e sim juiz, pela forma com que analisava os fatos, com a equidade de um magistrado, preocupado em conceder a justiça a quem de fato a tem. Outra profissão que lhe cairia como uma luva seria a de médico, principalmente na especialidade da psiquiatria. Era apaixonado por esta área e discorria sobre variados temas com metodologia científica. Com certeza esse estudo lhe deu base para o exercício do bom jornalismo.
Convivo com Eduardo Lavinsky, como já disse, por 23 anos. Desde os tempos da velha Dicom, a conceituada Divisão de Comunicação da Ceplac, comandada por Milton Rosário e pródiga em contratar ou lançar grandes profissionais. Convivíamos com jornalistas do naipe de Edvaldo Oliveira, Odilon Pinto, Raimundo Nogueira, Ederivaldo Benedito, Telmo Padilha, Tyrone Perrucho, Hélio Pólvora, Nisvaldo Damasceno, Luiza Cassiano, dentre outros, como os saudosos Celso Rocha, Mirthes Pititinga, e por aí afora.
Desde então, nossos caminhos sempre foram cruzados pela convivência fraterna e atividades jornalísticas em outros órgãos de comunicação regional e assessorias de imprensa e marketing político nas agências Visão Propaganda e Publix.
Substituiu-me na editoria do Agora Rural e, em seguida, com o apoio de Adervan, trouxemos de volta ao Agora, desta vez para o cargo de secretário de Redação e editor interino. No Agora, fizemos (continuamos, mesmo com o desfalque) um jornalismo de qualidade, junto com os experientes Antônio Lopes, Kleber Torres (o maior repórter desta terra), mesclado com profissionais, mais novos, porém, tarimbados.
Introspectivo, tímido, sabia vibrar com o trabalho produzido, sobretudo quando nos desdobrávamos para apresentar uma notícia dada com exclusividade. Esmerava-se em elaborar a primeira página e não se acanhava em perguntar sobre a conveniência ou não de uma simples palavra ou expressão empregada no texto, a exemplo de como agem os grandes profissionais.
Essa troca de experiência e confidências era constante entre nós, até por conta de temperamentos – ele mais cauteloso, eu mais arrojado, digamos –, o que fez dele meu constante consultor. Precavido, ele observava e dizia: “Está perfeito, mas acho mais prudente tomar esse caminho...”. E não se falava mais nisso, simplesmente eu acatava.
Todos os bons adjetivos se encaixam perfeitamente para classificar o homem e o profissional Eduardo Lavinsky. Digo isso sem receio algum, pois não é de hoje que presencio o cuidado e a responsabilidade com seus semelhantes. Esposo e pai extremado, se preocupava com os filhos, como se crianças ainda fossem, e como todo “pai coruja”, se orgulhava deles com a maior felicidade.
Mas a vida é feita de alegria e tristezas, e disso não podemos nos desviar. Não é da natureza humana nos conformar com as ausências, mas temos que buscar forças e superar. E assim que soube do quem? para completar a notícia, sábado (22), li, na coluna de Cláudio Humberto, esse desabafo: “Não era para ser assim [título] O poeta e ex-guerrilheiro capixaba Antonio Carlos Campos constatou que o final da vida, para o ser humano, é marcado por hospital, cirurgia, dieta, dores de todo o tipo, aposentadoria do INSS, desemprego, asilo, abandono da família e, claro, a morte. Concluiu: ‘O final foi mal bolado’”.
Não imaginava o poeta capixaba que as dores de quem passa por essas situações são bem menores do que o sentimento de ausência dos que aqui ficam à espera de que Deus conclua seu desígnio para com a gente. E como ele mesmo dizia: “Vai com Deus, irmãozão”.


Publicado na edição do jornal Agora de 29/11 a 1º/12 de 2008.

sábado, 8 de novembro de 2008

O preço alto da dubiedade


Walmir Rosário
Dizem que a justiça tarda, mas não falha. Essa máxima da sabedoria popular é inconteste e freqüentemente demonstra continuar valendo. Não foi à toa que os eleitores de Itabuna se negaram a entregar a administração de Itabuna a Juçara Feitosa, uma malsinada e frustrada tentativa de Geraldo Simões se perpetuar no poder da capitania hereditária de Itabuna (certamente é como ele vê a nossa cidade).
Prova de que o povo estava certo são as declarações feitas pela candidata derrotada sobre os subsídios aprovados pela Câmara Municipal para os agentes políticos municipais (prefeito, vice, secretários e vereadores) na gestão que terá início em janeiro de 2009.
A matéria, apreciada e aprovada pelos vereadores, faz parte dos direitos e deveres dos parlamentares municipais e é revista de quatro em quatro anos, antes mesmo da eleição. Não existe nenhuma proibição que seja apreciada após o pleito, mas recomenda a ética que não se legisle em causa própria.
Entra ano, sai ano, e os novos subsídios dos agentes públicos sequer são lembrados à sociedade com tanta ênfase. E não foi diferente neste ano de 2008, quando o Agora publicou os novos valores. Não houve um só segmento da sociedade que tenha se levantado contra os subsídios do prefeito, vice, secretários municipais e vereadores.
Pois bem, somente agora, passada a refrega da campanha eleitoral, o assunto vem à tona. E não emergiu de seu mérito – valores maiores ou menores, bem como percentuais aplicados –, e sim como uma cópia mal-acabada da repercussão de ato de igual teor patrocinado pela Câmara Municipal de Salvador.
Lá, o assunto mereceu destaque por conta do veto do prefeito João Henrique ao seu próprio subsídio, considerado exagerado por ele. Aqui, a assessoria de marketing do secretário Geraldo Simões, que não pôde disputar as eleições pela sua condição de “ficha suja”, colocou a cópia mal-feita do episódio do veto na boca da sua mulher. E como seria de se esperar, o tema não foi abordado com a responsabilidade que merece e sim em forma de politicagem mesquinha, própria dos atores envolvidos na pretensa denúncia. Diante o barulho feito pela petista em função de um ato rotineiro da administração pública, poderíamos dizer que montanha pariu um rato. Mas é preciso lembrar também que a atitude da petista é de uma monumental irresponsabilidade. Senão, vejamos:
A Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 5 de outubro de 1988, preceitua, taxativamente, no seu artigo 29, V: “subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais fixados por lei de iniciativa da Câmara Municipal, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I”. Portanto, não se admite que uma candidata a prefeita, que já exerceu cargo de secretária municipal, desconheça o processo de reajuste dos subsídios do prefeito e secretários.
Pior ainda do que o simples desconhecimento de dona Juçara Feitosa sobre o assunto é o fato de ela dar declarações sobre um assunto de forma equivocada, com o interesse apenas em desqualificar uma determinada pessoa, no caso seu principal adversário na eleição.
Numa democracia, passada a refrega eleitoral, reconhece-se a derrota, parabeniza-se o vencedor e assume-se a disposição de colaborar para o bem da cidade, estado ou país. Assim aconteceu esta semana nos Estados Unidos, quando o derrotado John McCain saudou o vitorioso Barack Obama.
Mas Geraldo Simões e dona Juçara não estão acostumados com democracia, sistema que abominam, pelo que demonstrou o comportamento de ambos quando ocuparam o poder. Sempre agiram assim quando elite sindical, manipulando a massa levantadora de braço nas assembléias, ou com a empáfia própria dos déspotas, assim que foram guindados à Prefeitura de Itabuna.
Os mesmos petistas que declaravam greves a todo instante e por qualquer motivo, sequer hesitaram ao convocar a Polícia Militar para reprimir o movimento paredista dos funcionários públicos municipais. Aliados de antes ficaram confinados nos sindicatos. Tendo como pretexto uma suposta governabilidade e visando apenas a própria sobrevivência política, rechaçaram as lutas de classe e, bem no estilo da esquerda festiva, denunciaram “manobras golpistas de grupos reacionários que tentam impedir o avanço do socialismo”.
Triste e moribundo discurso de quem não tem projeto algum de governo, mas – e tão somente – de poder. Ficam perdidos no deslumbramento dos encantos da burguesia e agarram-se às práticas e estratégias que antes condenavam com veemência. Mas a dubiedade tem um alto preço: vivem como peixes fora d’água, tentando manter um estilo de vida que, como “socialistas”, fingidamente deploram.
E mesmo com um pé na elite palaciana, Geraldo (o mentor) e Juçara (a sua marionete) não resistem a uma conspiração, ainda que de mentirinha (afinal, criar factóides políticos é uma forma de estar em evidência). Falam, aumentam, inventam, injuriam, distorcem, caluniam. Mesmo que para tanto tenham que mentir para os seus 40.610 eleitores...
Editor do Jornal Agora e advogado

sábado, 11 de outubro de 2008

E Geraldo derrotou o PT...


Walmir Rosário*
A arrogância e prepotência própria dos coronés da política interiorana do início do século passado incrustaram em Geraldo Simões após sua permanência no poder. Não sei bem como qual nome científico mais adequado para isso, mas posso assegurar que tal prática é maléfica ao comportamento e a perfil dos políticos, e pior ainda para o povo, para a Nação.
Determinados membros do Partido dos Trabalhadores, cuja proposta inicial era a implantação da ética e moralidade na política brasileira, se desviaram de seus propósitos, abandonaram os dogmas contidos nos seus estatutos, copiaram, de forma desavergonhada, nas práticas que abominavam. Passaram de guardiões da moralidade a praticantes das mesmas mazelas por eles denunciadas, só que feitas com mais intensidade.
Na economia, essa voracidade famélica poderia ser explicada através do princípio da demanda reprimida, transpostas para o campo da ética por Geraldo Simões durante a sua primeira administração da Prefeitura de Itabuna. Os “meninos” que promoviam badernas para reclamar, apedrejando ônibus, entupindo fechaduras com cola araldite e massa plástica, se mudaram para os palacetes do Góes Calmon. Em volta das piscinas e whisky on the rocks as análises passaram a ser vistas por outro prisma, naturalmente de forma conservadora, mas confortável, e à bordo de carros luxuosos, os New Civic de hoje.
Aconselhados pela classe conservadora e pelos efeitos etílicos do mais puro malte das montanhas escocesas – com o reforço de uma legítima vodca russa –, a “república sindicalista” foi revestida de luxo e riqueza, rasgando os escritos de Karl Marx e condenando a mais valia ao fogo do inferno. Nada como os encantos da burguesia, principalmente quando se chega à condição de new rich.
Aos poucos, os companheiros das greves da Ceplac foram sendo defenestrados, talvez por não saberem como se comportar nas mansões e os operários de campo, auxiliares de serviços gerais, dentre outros piqueteiros foram substituídos pelo todo-poderoso Geraldo Simões pela fina flor da cacauicultura. Pela mão providencial de Martinelli, foi introduzido aos salões da nobreza, deixando de fora a plebe ignara.
Do alto da montanha, não dava mais para mirar, como antigamente, os velhos companheiros, estes perifericamente afastados. Os tempos são outros. Ao invés da força bruta dos piquetes, Geraldo Simões, o então prefeito, passou a se utilizar das artimanhas do poder dominante. Aos poucos, os Giltons, Veridianos, foram sendo substituídos pelos espertos doutores, ávidos para continuar encastelados no poder.
Mesmo conhecendo a derrota nas urnas, Geraldo foi incapaz de fazer uma reflexão para saber onde errou, fazer um mea culpa, reunir antigos colaborados, refazer seu exército. Mas não, preferiu os novos amigos, estes com mais experiência de vida e palavra fácil, capazes de massagear o ego do chefe com elogios fáceis e tapinhas nas costas. Não há quem resista!
E mais cabeças foram sendo cortadas. O “colégio de cardeais” petista passou a ostentar nomes conhecidos da velha oligarquia antes conhecida e combatida, e assumiram cargos importantes. Rei morto, rei posto, e Nelson Simões, Eliezar Correia, Everaldo Anunciação, Josias Gomes, tiveram seus nomes lançados no rol dos degredados. Sem qualquer explicação, deixaram de ser considerados da turma de “minha pedinha”.
Generais de outros exércitos tiveram de despir os velhos pijamas listrados para integrar o staff geraldiano. A cada reforço recrutado em Salvador e Brasília, mais uma cabeça interiorana rolava. E os reflexos foram sendo sentidos nas bases, notadamente entre os ceplaqueanos, responsáveis pela rápida ascensão do técnico agrícola em político influente e consequentemente uma das mais promissoras fortunas da Bahia.
Relegados ao degredo pelo Politiburo de Geraldo Simões, aos poucos seus desafetos foram sendo reabilitados. Ao assumir a Presidência do PT em Ilhéus, Eliezer Correia foi responsável pelo crescimento do partido. Everaldo Anunciação é hoje um dos homens fortes da candidatura de Walter Pinheiro em Salvador. Nelson Simões braço-direito do governador Jaques Wagner, e por aí afora...
O desafeto maior de Geraldo, Josias Gomes, foi, sem dúvida, o deputado federal mais atuante do Sul da Bahia, somente podendo ser comparado com o médico ilheense Jorge Viana. A disposição de trabalho de Josias no projeto de implantação do PT na Bahia despertou um sentimento de inveja e ciúmes ao vislumbrar uma ameaça ao seu projeto político individualista. Mesmo fora da Presidência estadual do PT, Josias continua sendo o homem de mais prestígio entre lideranças e militância no estado.
Ao desprezar todos os militantes petistas da Bahia, lançou seu último empreendimento da política coronelista, ao impor sua mulher como candidata a prefeita de Itabuna. Pela primeira vez os petistas se rebelaram e não seguiram a orientação partidária e o PT votou contra o PT, apesar da questão fechada.
Por último, Geraldo pensou que desafiaria a maioria do povo, inclusive o governador do Estado, que se posicionou contra a candidatura de Juçara Feitosa, pensando que voltaria a ganhar a eleição. Errou por prepotência, prejudicou o PT por arrogância. Manda a lei natural que cada um pague por seus pecados, como diz o ditado... “a justiça tarda mais não falha”.
E assim, assistindo a reabilitação e o crescimento dos desafetos, Geraldo Simões ainda vai ter que devolver “sua Secretaria da Agricultura” para o governador e ainda aturar seu ex-assessor parlamentar na Assembléia Legislativa, José Sérgio Gabrielli, hoje presidente da Petrobrás, ser lançado candidato ao Senado na vaga pretendida por “minha Pedinha”. Será o tiro de misericórdia. Ao derrotar o PT, Geraldo também será atingido.
Editor do Jornal Agora - Itabuna