sábado, 27 de setembro de 2008

“Eles”, não... Nós


É duro reconhecer, mas o itabunense é mal-educado, o baiano também. Idem para cariocas, paulistas, cearenses... Somos todos mal-educados, do Oiapoque ao Chuí

Trouxa, cretino e otário são os únicos adjetivos públicáveis que um raivoso admirador de “Minha Eguinha Pocotó” (é só o que posso deduzir) me atribuiu, via e-mail, na semana que passou. Os outros prefiro não dizer, até porque correria o risco de escandalizar as almas mais sensíveis que porventura tenham tempo e paciência suficientes para ler estas mal traçadas. O motivo de tanta irritação, percebi com algum esforço no texto rudimentar, foi o comentário que assinei, semana passada, a respeito do excesso de barulho que atormenta os viventes da velha Itabuna cansada de guerra. Depois de garantir que continuará provocando quanta zoada quiser (a rua é pública, lembrou), o moço terminou com um argumento que certamente considera irrespondível: “Os incomodados que se mudem”.
Contestar ponto de vista tão... primitivo, digamos assim, certamente não seria tarefa difícil para ninguém minimamente civilizado, mas me contento em avisar ao meu feroz inimigo virtual que vibrei com a raiva dele e os seus insultos... Na verdade, foram um bálsamo para minh’alma sofrida (não resisti à tentação de repetir o pregador dos meus domingos na Universal). Explico a razão de tanta felicidade: ainda que involuntariamente, consegui irritá-lo, e para valer, coisa que gente como ele, com o gosto sádico que tem pelo desrespeito aos direitos alheios, me faz o tempo todo – e impunemente. Senti o doce sabor da vingança, afinal.
Mas, até por uma questão de justiça, devo reconhecer que o meu recém-conquistado desafeto não é uma ilha de estupidez e intolerância em meio a um oceano de cidadãos civilizados e ordeiros. Pelo contrário, pessoas assim são facilmente encontradas em todas as camadas sociais e com os mais variados níveis de instrução. É duro ter de reconhecer, mas o itabunense é mal-educado. O baiano também. Idem para cariocas, paulistas, cearenses e demais naturalidades da pátria amada idolatrada. Exceções existem, claro, mas presumo que insignificantes estatisticamente. Somos mal- educados do Oiapoque ao Chuí, em maior ou menor grau. Quem duvidar, que fique 15 minutos na fila de um banco e com certeza verá pelo menos um malandro ou dois passar descaradamente à sua frente.
Também será muito didático permanecer algum tempo nas proximidades de um semáforo. É inacreditável o número de carros e motos que avançam o sinal vermelho sem o menor constrangimento. Dane-se o pedestre! Falei pedestre? Quantos atravessam a rua na faixa apropriada? Ou esperam a luz verde acender? O tamanho da deseducação pode ser percebido em praticamente qualquer lugar: no cinema (mauricinhos e patricinhas não desgrudam dos celulares), na sujeira largada pelas calçadas, na barulheira insuportável, na enorme quantidade de orelhões danificados pelos vândalos... A lista é interminável.
Disse que somos mal-educados? Mas não esqueçamos a corrupção verde-amarela, providencialmente batizada com um termo ameno: esperteza (ou jeitinho brasileiro). Subornar o guarda que aplica uma multa, recorrer a um pistolão para conseguir favores indevidos, utilizar em benefício próprio os recursos da empresa onde trabalha... tudo isto é feito com imensa naturalidade. Recentemente procurei os serviços de um conceituado neurologista itabunense, mas pedi uma nota fiscal com o valor da consulta (tentaria conseguir o ressarcimento do plano de saúde). A gentil recepcionista me avisou: sem nota, é um preço. Com nota, é outro, e mais alto, logicamente.
Imagino o ilustre doutor tomando uma cervejinha com os amigos enquanto destila a sua revolta contra a corrupção... em Brasília, claro! Aliás, é uma mania nacional falar dos sacripantas e golpistas como se eles fossem alienígenas desembarcados aqui depois de uma viagem inter-galática. Mas a autoridade que se omite ou se vende, o policial que vira bandido, o médico que lesa o fisco ou o político ladrão são feitos exatamente da mesma argamassa que nosotros. São povo... Em última análise, somos nós! (Sim, gentil senhora, sei que corrupção existe em todas as partes do mundo, mas já passamos dos limites por aqui).
Há quem diga que esse pendor para a desordem e a trapaça está na nossa origem – a escória que Portugal enviou para colonizar as terras recém-descobertas e da qual descendemos (aventureiros, degredados e ladrões, ai de nós). A hereditariedade determinando características culturais? Para mim, isso é racismo mal-disfarçado. O eterno verão tropical derretendo consciências e pudores? Duvido! Mas tenho um palpite políticamente mais correto para esse singular comportamento da brava gente brasileira: Freud explica!


Jornalista
eduardolavinsky52@hotmail.com

sábado, 20 de setembro de 2008

UM TAPA-OUVIDOS, POR FAVOR


Eduardo Lavinsky

"A nossa época, a mais palavrosa de todas,
fala incessantemente sem conseguir dizer nada

Tom Stoppard

Li nos jornais que 12 motoristas foram multados pelo Ministério Público Estadual porque descumpriam normas pertinentes à propaganda sonora, como limite de 80 decibéis para o volume de som nos veículos, circulação apenas das 8 às 22 horas e distância superior a 200 metros de órgãos públicos, hospitais, escolas e igrejas. E azar de quem acha que a miséria alheia não deve ser motivo de alegria... Eu me alegrei – e muito, devo admitir. Mas, ai de mim, só até ler um pouquinho mais e descobrir que o afortunado episódio aconteceu em Ilhéus e não aqui em Itabuna, onde, a julgar pela paquidérmica indiferença das nossas autoridades, a barulheira tem vida longa pela frente.

Continuaremos, portanto, correndo o risco de ficar surdos, insones, hipertensos e com o sistema imunológico enfraquecido, passíveis de sucumbir ao ataque dos temíveis vírus, fungos e bactérias que pululam por aí. Pode até parecer exagero achar que uns ruidozinhos mais altos possam ser tão destrutivos assim, mas é melhor não duvidar do que afirmam os médicos. Eu, por exemplo, já tomei conhecimento dos terrificantes perigos que envolvem coisas aparentemente inocentes que fazemos no dia-a-dia, como comer batatas fritas, dar descarga com o vaso sanitário destampado ou esfregar o olho sem antes esterilizar cuidadosamente a mão. Até um inocente cafezinho quente, sobretudo quando servido naqueles detestáveis copinhos plásticos, pode representar uma séria ameaça para a libido dos mais idosos e mesmo a de alguns saradões que andam por aí (a ponta da língua ou dos dedos podem sofrer queimaduras, alertam os sexólogos).

E a zoada insuportável vai acabar depois das eleições, garantindo, enfim, um pouco de sossego aos nossos ouvidos? Não. Até outubro continuaremos submetidos à lógica insana que parece dominar este tipo de publicidade: quanto mais intenso o volume dos altos-falantes, mais votos conseguirá o candidato. (Para mim, patrocinar esse tipo de coisa revela apenas despreparo para a função pública). Depois a situação pouco mudará porque não é de hoje que andar pelas ruas de Itabuna virou um suplício. Muitos comerciantes elegeram os carros de som como mídia preferencial, enquanto outros colocam um locutor, microfone à mão, na porta dos seus estabelecimentos. Fazendo propaganda, claro!

Os barzinhos também contribuem para elevar às alturas os decibéis que atazanam os passantes, enquanto vendedores de bugigangas e até pregadores evangélicos não fazem por menos. A ajudá-los a produzir algazarra existem ainda buzinas, escapamentos desregulados e motos capazes de reproduzir o ronco do motor de um carro de Fórmula 1.

Ficamos por aí? De jeito nenhum. Proprietários de veículos particulares se encarregam de prosseguir com o massacre, inclusive madrugada adentro, utilizando parafernálias sonoras capazes de deixar no chinelo qualquer trio elétrico. (Em respeito à compostura, resistirei à tentação de classificar os que eles chamam de música). Recorrer à Polícia é inútil – há sempre uma diligência mais importante em andamento – e a Lei do Silêncio, que impõe limites para emissão de ruído, continua sendo ignorada entre nós, numa demonstração de constrangedora incivilidade. Certo mesmo estava o escritor e dramaturgo inglês Tom Stoppard, ao afirmar num dos seus ensaios: "A nossa época, a mais palavrosa de todas, fala incessantemente sem conseguir dizer nada”. A propósito: alguém aí me arranja um tapa-ouvidos, por favor?

Jornalista, secretário de Redação do Jornal Agora.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

DIRCEU DEIXA SAUDADES


Dirceu Benício dos Santos
é sepultado em Salvador

O itabunense Dirceu Benício dos Santos faleceu terça-feira e foi sepultado quarta-feira (3) no cemitério do Campo Santo, em Salvador. Engenheiro agrônomo aposentado do Ministério da Agricultura, Dirceu foi cacauicultor e pecuarista e participou de diversas entidades sociais de Itabuna, inclusive da diretoria do Itabuna Esporte Clube.
Amigo do falecido senador Antônio Carlos Magalhães, desde a infância e adolescência no Campo da Pólvora, fato do qual se orgulhava e que gostava de afirmar a quem nunca ter pedido nada para si, Dirceu também exerceu cargos no Governo do Estado. Como presidente da Associação Sul-baiana de Agronomia, foi um dos técnicos escolhidos para avaliar a área para a instalação do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec), em maio de 1963.
Recentemente, Dirceu residia em Salvador, e visitava diariamente os amigos e colegas na sede do Ministério da Agricultura, no Largo dos Aflitos.
Apesar de residir na capital, visitava constantemente Itabuna e Coaraci, onde tinha negócios. Botafoguense histórico, Dirceu era freqüentador e membro honorário da Confraria do Alto Beco do Fuxico, onde foi um dos fundadores do Bar do Ithiel e deixou muitos amigos.

sábado, 30 de agosto de 2008

Agora vai, Itabuna!


Eduardo Lavinsky*

Quem disse que tudo vai de mal a pior no nosso paiz? – assim mesmo, com um z bem esticado no final, numa singela deferência ao presidente Lula (esclareço que, como o Zé Alencar, torço para que ele permaneça mais uns oito anos na Presidência). Mas insisto: quem disse que não está tudo bem? Porque discordo frontalmente desse pessoal que não consegue ou não quer enxergar os extraordinários avanços obtidos pelo nosso Brasil varonil rumo à condição de potência mundial (lembrem-se: já somos emergentes!).
Lógico, algumas questões um tanto incômodas ainda não puderam ser definitivamente resolvidas: violência, drogas, miséria, invasões no campo, saúde pública deficiente, educação idem... Mas, até onde eu sei (e acompanho atentamente os informes oficiais), todas as providências já estão sendo tomadas pelas nossas zelosas autoridades e num futuro próximo tudo isso estará resolvido. E não tenho porque duvidar. Sou (e me orgulho disso) o que chamam de otimista incorrigível.
Devo admitir, no entanto, que ultimamente o meu ânimo andou um tanto abalado por acontecimentos que tiveram profundo reflexo na vida nacional: a Seleção Brasileira não conseguiu o ouro olímpico, perdendo justamente para a Argentina (logo ela!). Sem falar que na classificação geral de medalhas terminamos as Olimpíadas numa posição humilhante, a despeito do ufanismo cívico dos nossos narradores esportivos. E – quem diria? – descobrimos que a assassina de Salvattori é Flora e não Donatela, como todos acreditávamos, o que gerou uma inversão de expectativas capaz de abalar o mais insensível dos corações (ainda não me recuperei do golpe, devo confessar).
Além disso, os nossos olhos se abriram, enfim, para o brutal constrangimento imposto a concidadãos ainda sem culpabilidade provada em juízo e que vinham sendo arbitrária e espetaculosamente algemados pela Polícia. Embora a medida só valha, na prática, para os endinheirados com bom trânsito nos tribunais superiores, devemos admitir que já é um começo. Evidentemente, a lista de registros sobre os grandes dilemas nacionais não acaba por aí, mas por que perder tempo com coisas desagradáveis? Sejamos otimistas, digo sempre, e geralmente sou recompensado por pensar assim.
Ontem, por exemplo (escrevo estas mal traçadas na terça-feira, 26), tive a grata satisfação de assistir pela primeira vez este ano à propaganda eleitoral pela televisão. Mesmo envergonhado por negligenciar um dever nunca esquecido por qualquer cidadão politizado e responsável, admito que só sintonizei o programa por um incontrolável acesso de curiosidade (nesse horário normalmente preferia me dedicar a atividades que imaginava mais prazerosas, como bater um papinho com alguma atendente de telemarketing ou dar uma esticadinha até a fila do Bom Preço). No entanto, cometeria uma injustiça se não dissesse que, desta vez, fiquei agradavelmente surpreso com o que vi na telinha. Surpreso apenas, não... Maravilhado!
Eu simplesmente não sabia que uma enorme quantidade de pessoas está preocupada com o meu bem-estar e firmemente disposta a garantir que os próximos quatro anos sejam os melhores e mais gratificantes de toda a minha vida. E isso, pelo que pude entender, sem visar nenhuma recompensa, movidas por pura generosidade, além de um irresistível ímpeto de cuidar de mim, e, de quebra, tirar a Itabuna velha de guerra do atraso (ou seria o inverso?). De qualquer forma, creio que tanto desprendimento deve merecer a minha eterna gratidão. E pense nisso você também. Afinal, como os próprio candidatos sempre fazem questão de deixar claro, exercer um mandato público é atividade estafante, que exige sacrifício desmedido.
Descobri, aliás, que fazia péssimo juízo de pessoas que antes eu só via à distância, a bordo dos seus carros de luxo ou protegidas atrás das cercas elétrica dos seus casarões. Até cheguei a achar algumas delas esnobes, mas que nada, era pura impressão. Na verdade, esse pessoal é simples e boa-praça... Tanto que também vai às favelas, abraça apertado os catadores que vivem no lixão e bota no colo criancinhas com o nariz escorrendo meleca. É comovente, sobretudo, a sinceridade que emana por todos os poros dos nosso futuros bemfeitores e a sólida convicção que mostram ao falar de suas vindouras (e numerosas) ações.
É bem verdade também que alguns prometem o que jamais poderão realizar (candidatos a vereador garantindo segurança pública, educação e saúde, enquanto postulantes à Prefeitura acenam com providências que são atribuições apenas do Governo Federal, quando não de santos bons de milagre). Mas é compreensível: a vontade imperiosa de servir à sofrida população itabunense justifica esses pequenos arroubos. E tenho que dar a mão à palmatória: ao contrário do que eu pensava antes, aparecer na TV não é privilégio apenas de “gente jovem e bonita” (para citar dois atributos sempre muito festejados nas colunas sociais). Povão também aparece na telinha, e não só nos programas policiais.
Presenciei um repórter dedicar preciosos minutos do tempo concedido pela Lei Eleitoral a sua coligação para entrevistar um velho maltrapilho, cujo rosto vincado exibia as marcas de décadas e décadas de abandono e sofrimento. Foi um tanto doloroso vê-lo, homem beirando talvez os 80 anos, chorar feito criança ao ser minuciosamente sabatinado sobre a existência miserável que sempre levou. Também não foi muito confortante ver uma favelada, instada pelo diligente repórter, mostrar uma panela onde boiavam dois ou três pedaços minúsculos de alguma coisa não identificável – a única refeição para uma família inteira, talvez para mais de um dia.
Contudo, tenho absoluta certeza de que a exposição de seres humanos naquela situação não é oportunismo deslavado, mas sim uma estratégia necessária e... didática, digamos assim. Afinal, é preciso deixar bem claro (e o povo é ruim de aprender) que se a gente eleger a pessoa certa, aqueles favelados e mais algumas centenas deles que existem por aí passarão automaticamente do inferno ao melhor dos mundos. E nós todos iremos juntos, naturalmente.
Portanto, se você está desgostoso com a vida, descrente do futuro e borocochô a ponto de sua mulher sugerir Costeletas de Carneiro à Afrodite em sua dieta, não desanime: ligue a TV, abra olhos e ouvidos para o que dizem os nossos candidatos e encha-se de ânimo e confiança. Eu fiz isso e agora posso afirmar com absoluta convicação que desta vez Itabuna vai... Agora vai!

*Jornalista

No entanto, cometeria uma injustiça se não
dissesse que desta vez fiquei agradavelmente surpreso
com o que vi na telinha. Surpreso apenas, não... Maravilhado.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

CRÉDITO DE CONFIANÇA

Por Walmir Rosário
Não existe a menor sombra de dúvida que a mudança da diretoria da Ceplac trará resultados positivos para a instituição e para a lavoura cacaueira do Brasil, sobretudo a baiana. Meu raciocínio parte do princípio de que toda mudança, quando bem-feita, é benéfica. No caso da Ceplac, a expectativa é que o novo diretor acabe com o marasmo que tomou conta da instituição, reconduzindo aos trilhos a locomotiva da produção de conhecimento.
Como diz o ditado popular, pior não pode ficar. Portanto, basta traçar um programa de trabalho mínimo, um simples feijão-com-arroz, para que os primeiros resultados sejam notados. Exemplo disso é o que não falta. E a estratégia do momento parece-nos ser a elaboração de projetos e programas possíveis de serem executados a médio e curto prazo.
Principalmente quando se trata de órgão público, cujas metas normalmente fazem parte de um programa de trabalho e um orçamento prévio devidamente aprovado, não há muito segredo em termos de administração. As invenções não fazem sentido, até porque a administração pública é feita dentro de limites bem definidos, a não ser em casos muitos especiais, como calamidades e coisas similares.
E o novo diretor da Ceplac, Jay Wallace, causou boa impressão aos diversos segmentos da cadeia produtiva do cacau do Sul da Bahia. Se antes alguns setores o viam com desconfiança por sua origem fora das fronteiras regionais (é paraense), o conhecimento e a segurança que demonstra em relação aos problemas da Ceplac e da cacauicultura fez ruir barreiras.
É preciso também levar em conta que a indicação de Jay Wallace teve o aval de setores importantes da Ceplac sul-baiana e da esmagadora maioria dos políticos do Norte do País, cuja mobilização deveria servir de exemplo para nós (cadê a nossa tão lembrada bancada do cacau?).
E para quem espera uma guinada repentina na atuação da Ceplac, com prioridade maior para médios e grandes produtores (os que restaram), é preciso lembrar que Jay Wallace já teve o cuidado de dizer que a direção do órgão mudou, mas o Governo Federal, não. E disse isso para demonstrar que a instituição seguirá a política agrícola do Governo Lula, fornecendo uma assistência técnica diferenciada à agricultura familiar. Não temos nada contra essa opção, é bom que se diga, mas é preciso entender que a Ceplac, órgão responsável pela extensão e pesquisa do cacau, não pode delegar a renovação da cacauicultura exclusivamente aos produtores.
Competência para isso eles já demonstraram que têm, mas necessitam do desenvolvimento de novas tecnologias, uma atribuição intransferível da Ceplac. Sabemos que as dificuldades enfrentadas pela instituição são muitas: a extensão rural padece de uma crônica escassez de profissionais, sejam eles engenheiros agrônomos, médicos veterinários ou servidores das chamadas atividades-meio. Pela falta deles, inúmeros escritórios locais estão fechados.
O diretor da Ceplac alerta que os métodos de assistência técnica rural mudaram e que hoje não é mais recomendável a forma individualizada de antigamente. Uma realidade já admitida antes, tanto que a própria Ceplac, anos atrás, já adotara essa estratégica criando um setor de comunicação institucional no antigo Departamento de Extensão [hoje Cenex].
À época, destacados profissionais de comunicação do Sul da Bahia foram contratados e formaram, junto com extensionistas, pesquisadores e educadores, a maior rede de comunicação de uma instituição do gênero. Só que o sucateamento do órgão promovido no Governo Collor esfacelou essa importante ferramenta de convencimento e difusão de tecnologia.
Portanto, não há nenhuma novidade nas soluções necessárias para colocar a Ceplac no mesmo nível de eficiência que desfrutou no passado. Mas não bastam apenas bons propósitos e programas factíveis. É preciso, sobretudo, garantir a correta operacionalização dos projetos e programas que vierem a ser elaborados.
Atualmente, talvez a maior carência da Ceplac seja a falta de comprometimento do próprio Estado para com a instituição, renovando seus valores, reativando missões e metas. É o que falta para o órgão atuar eficientemente e voltar a ser visto de forma positiva pela sociedade. Esta não é uma missão impossível e pode ser implementada em tempo relativamente curto, bastando, para tanto, apenas vontade política.
Mas para alcançar tal objetivo é preciso realizar um diagnóstico completo e pôr em prática medidas que contemplem todos os segmentos envolvidos na retomada do desenvolvimento institucional. Não basta privilegiar setores, mas buscar a eficiência de forma holística, através de cada elo da cadeia produtiva.
Uma das primeiras atitudes que deve ser tomada pelo novo diretor é unificar os objetivos e estratégias da pesquisa e extensão rural, principalmente quanto à difusão de tecnologia. Afinadas, por certo as orientações técnicas chegarão ao produtor de forma clara, prontas para serem assimiladas pelos agricultores.
Outra atitude imprescindível é a revitalização da instituição, através de contratação de profissionais para a pesquisa e extensão, o que até agora parece não ter merecido atenção especial do Governo Federal. Sem profissionais com experiência comprovada, não há como executar os programas.
Outro importante ponto, a valorização profissional, não deve se restringir apenas aos pesquisadores e extensionistas [fiscais federais], cuja situação salarial foi revista recentemente e colocada em parâmetros aceitáveis (embora o mesmo não se possa dizer quanto aos profissionais de outras graduações, também imprescindíveis à geração e difusão de tecnologia).
A verdade é que os funcionários da chamada atividade-meio, essenciais para o funcionamento do órgão, ainda não mereceram a devida atenção por parte da direção da Ceplac, permanecendo como uma espécie de “sub-raça de ceplaqueanos”, digamos assim, cujas agruras salariais não sensibilizam ninguém. É preciso que os dirigentes da Ceplac reconheçam que sem o jornalista, o contabilista, a bibliotecária, o motorista, a secretária, o escriturário ou o operário de campo não há pesquisa que apresente resultado, muito menos assistência técnica que atinja o produtor rural. É inadmissível constatar que vários desses funcionários de nível intermediário e auxiliar, mesmo sofrendo de doenças graves como o câncer, sejam obrigados a abrir mão do plano de saúde e mendigar a ajuda de terceiros por não poderem arcar com as mensalidades cobradas pelas seguradoras.
Voltando ao novo momento vivido pela Ceplac: ultrapassada a barreira do regionalismo exacerbado e a condição alienígena do diretor, resta apenas e tão-somente a ele a incumbência de pacificar os ânimos, escolher colaboradores comprometidos com a Ceplac e que não rezem pela cartilha de políticos nefastos. Ao mesmo tempo, espera-se dele a competência para aglutinar apoios políticos dos mais diversos partidos, inclusive da bancada baiana do cacau, a fim de materializar os planos que certamente tem para mudar a Ceplac.
Publicado no Jornal Agora, edição de 16 a 18 de agosto de 2008

domingo, 10 de agosto de 2008

PAC do Cacau - adjetivos, advérbios e conclusões

POR WALMIR ROSÁRIO

Indignação! Não poderia ser diferente a reação dos cacauicultores em relação ao tão propalado PAC do Cacau. O que era para ser solução se tornou desespero, fazendo correr rio abaixo todas as expectativas depositadas num plano que atendesse às necessidades dos produtores de cacau, endividados ao extremo.
Frustração! Todas as esperanças, como num conto de mágica, se desvaneceram, e os sonhos de uma nova cacauicultura foram transformados em pesadelo. Mais uma vez é colocado um obstáculo no caminho dos produtores na luta contra a vassoura-de-bruxa, como se não bastassem os já existentes.
Injustiça! É a única conclusão possível, reforçada pelo mea-culpa feito pela Ceplac, através da Nota Técnica, reconhecendo a ineficácia das recomendações constantes do pacote tecnológico. E a tudo isso foi dado e passado recibo, embora as autoridades governamentais façam hoje ouvidos de mercador.
Afronta! Não é de hoje que o produtor de cacau é tratado como um Perdulário, daqueles que acendem charutos com notas de 500 mil réis, entre uma dose de whisky e um cheiro no congote da quenga no Bataclan de Maria Machadão. Coitado doJorge Amado, não sabia quanto mal causaria à imagem do cacauicultor, muito embora o seu estilo literário tenha sido inspirado na ideologia comunista que admirava.
Raiva! Parece ter sido – pelo menos deixa a entender - esta a herança que caberá aos próceres petistas, que não souberam (e ainda não sabem) distinguir ficção da realidade. Por fidelidade a uma ideologia já comprovadamente obsoleta, o esquerdismo festivo e inconseqüente, eles provocam a destruição de uma lavoura responsável ainda potencialmente capaz de diminuir a miséria numa região com quase dois milhões de pessoas.
Desprezo! Somente se explica esse tratamento infame dispensado aos cacauicultores a um trauma ideológico de quem passou anos a fio tentando prejudicar a maior matriz econômica regional. Os socialistas de ontem, agora vivendo na bonança e tendo todas as suas necessidades satisfeitas, não conseguem ter a grandeza de semear a concórdia e ganhar a confiança daqueles que têm muito pouco ou nada.
Repulsa! Quem chega ao poder e continua a agir como perdedor não merece a vitória. Só faz jus a ela quem é capaz de dispensar tratamento igualitário àqueles que produzem com dignidade. Sadismo e vingança só apequenam a quem os pratica.
Ódio! Sintoma de pequenez mental que impede a superação de conflitos passados. Com a queda do Muro de Berlim e o fim da União Soviética, essa ideologia do autoritarismo e da violência deveria ter sido revista. Mas não, continua latente. É triste ver o quanto os progressistas de ontem se transformaram nos conservadores de hoje.
Empreendedorismo! Como se não bastassem todos os revezes sofridos ao longo dos anos, causados pelo que aconteceu do lado de dentro da porteira, os cacauicultores também têm que superar as dificuldades existentes fora dela, impostas pela burocracia estatal. Todos esses percalços, entretanto, não fazem desvanecer o espírito do cacauicultor, sobretudo pelo seu apreço ao seu trabalho.
Superação! Dólar baixo, insumos em alta e o grande endividamento causado pelos altos custos dos serviços da dívida, além da mão-de-obra cara, sempre foram obstáculos superados pelo cacauicultor. Só que agora - e ele não esperava por isso - ele tem que lutar contra a oposição ao sistema produtivo de sucesso, como se praticar o capitalismo fosse pecado ou crime contra a humanidade.
Liberdade! Na democracia a verdade tem de ser absoluta e a liberdade tem de pairar, soberana, acima de todos os interesses, sejam eles políticos, econômicos ou sociais. Acima de todas as divergências ideológicas devem prevalecer a inovação tecnológica, a livre concorrência, a geração de riquezas e a promoção do bem-estar social.
Livre pensamento! Ficam aqui, a título de sugestão, os ensinamentos de Immanuel Kant, em O que é o esclarecimento: "...Ouço, agora, porém, exclamar de todos os lados: não raciocineis! O oficial diz: não raciocineis, mas exercitai-vos! O financista exclama: não raciocineis, mas pagai! O sacerdote proclama: não raciocineis, mas crede! (Um único senhor no mundo diz: raciocinai, tanto quanto quiserdes, e sobre o que quiserdes, mas obedecei!). Eis aqui, por toda a parte, a limitação da liberdade.".
Abdicação! Por tudo isso se conclui que não basta apenas (e exclusivamente) ao cacauicultor cuidar da produção, atendo-se à obtenção do poder econômico, mas racionar sobre a necessidade de deter também o poder político. Do contrário, continuará hoje, como antes, à mercê de discursos eloqüentes, mas ardilosos. Discursos feitos, sobretudo, com a intenção deliberada de ludibriar, induzindo os mais crédulos a permanecer cometendo erros históricos, inclusive o mais perigoso deles: delegar poderes a quem se comporta como inimigo.

Editor do Agora
(Publicado na edição do Agora de 09 a 11 de agosto de 2008)

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

DUDU DA GÁVEA?


Dudu Rocha...quem diria... foi parar na Gávea


Torcedor apaixonado pelo Botafogo, cansado com as perdas de decisões, Dudu devolve a faixa de campeão e resolve torcer pelo inimigo

Por Walmir Rosário

Do amigo, parceiro de Alto Beco do Fuxico e torcedor do Fogão, como eu, Dudu Rocha, recebo a seguinte missiva:
"Amigo Walmir:
Cansei!!!
Do amigo e ex-Bota

Dudu Rocha
29.05.08

Ainda pasmo e sem entender nada, eu lia e relia o texto enviado e o novo endereço do remetente escrito no verso do envelope:
Rem: Dudu Rocha
Novo endereço: Gávea

Confesso que levei um terrível susto e somente consegui me recuperar de tamanho choque após umas três doses da mais legítima Rio de Engenho, pois a cachaça se apresenta como um remédio providencial para essas coisas, mormente quando o assunto mexe com o coração.
Nem eu nem qualquer vivente freqüentador assíduo ou não do Alto (Médio ou Baixo) Beco do Fuxico conseguiria assimilar tal tresloucado gesto, tomado de uma hora para outra. Ninguém, de sã consciência, teria coragem de acreditar numa história como essas, ainda mais se tratando de um torcedor de quatro costados, filho da fina flor da mais tradicional família Rocha, todos botafoguenses, batizados e crismados com a camisa da estrela solitária.
Na tentativa de me refazer do susto, imediatamente liguei para amigos mais chegados, para repartir esse momento de infortúnio. Precisava saber se tudo não passava de um sonho, de um profundo pesadelo. De início, liguei para José Sena, flamenguista empedernido, capaz de abandonar qualquer farra nos bares da moda em Copacabana para assistir a uma partida do seu Flamengo no Maracanã.
Não precisa contar que a primeira reação de Sena foi achar que eu estava com febre, delirando, e disse na em cima da bucha:
- Ora, Rosário, está de porre, que cachaça brava foi essa que você tomou. Se não for cana. ficou maluco - gritou ao celular.
Mais calmo, após as devidas explicações sobre o bilhete e a faixa a mim entregue, passou à ofensiva:
- Bom, diga a ele que em princípio nós aceitamos, mas é preciso passar pelo conselho, já que ele era useiro e vezeiro em ridicularizar nosso time. Vou conversar com a diretoria lá no Rio, depois veremos. Mas pode ter certeza que a decisão será dada em alto estilo, numa assembléia extraordinária da Confraria do Alto Beco do Fuxico - prometeu.
Não satisfeito, liguei, desta vez para um vascaíno, o Paulo Fernando Nunes da Cruz (Polenga), que dentre os feitos futebolísticos traz assinalado em seu currículo o mérito de ter levado o polêmico Eurico Miranda no Alto Beco do Fuxico, quando era presidente do clube de São Januário. No Beco, mais exatamente no bar de Parente [Alcides Rodrigues Roma], provou três doses de Angélica, devidamente curada, e para arrematar ainda participou de cerca de 18 garrafas de Brahma bem gelada.
Mas voltando ao assunto, que é o que interessa, Polenga ficou injuriado com a proposta de Dudu Rocha de se transferir de mala e cuia para o Flamengo, um time com as cores vermelho e preto.
- Quem já viu isso, seu Walmir, se pelo fosse para o Vasco, que branco e preto como o Botafogo, ainda vai lá! Isso é uma heresia. Desde que Dudu deixou Itabuna para ir morar em Ilhéus que estou desconfiando que ele não está batendo bem da cabeça -, diagnosticou Polenga, com ar proeminentemente professoral.
De lá prá, mais não se teve notícia de Dudu Rocha, que deixou de vir a Itabuna, pra saudade dos colegas do Beco. Tampouco José Sena deu resposta de sua reunião com o tal Conselho do Flamengo, no Rio de Janeiro, ficando o dito pelo não dito. O que é certo é que nenhuma assembléia extraordinária da Confraria do Alto Beco do Fuxico foi convocada.
Como não tive coragem de apresentar a proposta de Polenga a Dudu Rocha, também não sei se ele teve coragem de cometer o tão tresloucado gesto, desprezando General Severiano e o Engenhão, para se bandear para as acanhadas acomodações da Gávea, infestada de urubus.
Acredito que quem deve estar em paz é o velho Dunga, que nunca pensou ter alguém em sua família capaz de cometer tamanho sacrilégio.
De minha parte, acho que valeram as orações feitas, não tanto por ele, por estar abilolado, mas pelas gozações que por certo seriam a mim impostas pelos colegas de Beco e outros refúgios etílicos existentes Itabuna afora.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Os dez mandamentos... na Bahia.

1 - Viva para descansar.


2 - Ame a sua cama, ela é o seu templo.


3 - Se vir alguém descansando, ajude-o.



4 - Descanse de dia para poder dormir à noite.



5 - O trabalho é sagrado, não toque nele.



6 - Nunca faça amanhã, o que você pode fazer depois de amanhã.

7 - Trabalhe o menos possível; o que tiver para ser feito, deixe que outra pessoa faça.

8 - Calma nunca ninguém morreu por descansar, mas você pode se machucar trabalhando...


9 - Quando sentir desejo de trabalhar sente-se e espere o desejo passar .



10 - Não se esqueça, trabalho é saúde. Deixe o seu para os doentes .

Finalmente, lembre-se do ditado:
'Quem trabalha muito, erra muito; quem trabalha pouco, erra pouco; quem não trabalha não erra, é quem não erra é promovido.'

quarta-feira, 21 de maio de 2008

VELHAS E DURADOURAS AMIZADES


Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

Velha Guarda

Lançamento do PAC do Cacau em Ilhéus.Conversa descontraída desde jornalista com o editor do jornal Agora, Walmir Rosário. Eu, Walmir e Luiz Conceição compartilhamos uma das melhores fases do jornal A Região, comandados pelo inesquecível Manoel Leal.O tempo passa, os caminhos se distanciam e nem sempre se convergem, mas a amizade se preserva.Em comum, além da paixão pelo jornalismo, o gosto por uma boa cachacinha.Pelo menos nisso, o velho Walmir se afina com o companheiro Lula...
Postado por blog do Thame às 08:12 0 comentários

sábado, 17 de maio de 2008

COQUETEL

Supresos, os alunos de pós-graduação da Facsul pensavam que seriam recebidos pela nova direção da faculdade com um coquetel, em solenidade de apresentação da nova diretoria, com direito a vinho, cerveja, whisky e canapés.
Ledo engano, daqui pra frente deverão ser tratados a pão e água.
Triste realidade!

REFLEXOS DA MUDANÇA

O arrocho já começou dar o ar da graça na Facsul e deve ser reflexo da presença da na IUNI, nova proprietária da faculdade.
As medidas de contenção começaram a ser tomadas na pó-graduação. Neste sábado (17), os alunos dos vários cursos deram por falta do costumeiro coffee break servido nos intervalos da manhã e da tarde.
Ao invés dos pães de queijo, bolos, salgados e sucos, estão sendo servidos apenas um pouco de café, chá de canela e biscoitos, em quantidades módicas.
Os alunos dos cursos de pós-graduação já pensam em acionar a faculdade no Juizado de Defesa dos Direitos do Consumidor por quebra de contrato.
Quanta pobreza!

sábado, 10 de maio de 2008

QUE VEXAME!


GERALDO É CENSURADO

O presidente Lula e o governador Jaques Wagner olham para Geraldo Simões e reprovam a atitude do secretário, que levou seus asseclas para vaiar os ministros do PMDB, Geddel Vieira Lima e Reynold Stephanes.


Posted by Picasa

PROVINCIANISMO

O Clima ficou pra lá de esquentado – esquentado é pouco, fervendo, seria melhor – no palanque do PAC do Cacau, em Ilhéus, Tudo por conta do provincianismo do secretário da Agricultura da Bahia, Geraldo Simões, que arrebanhou um horda de petistas de Itabuna e cidades próximas para vaiar o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima.
As vaias provocaram revolta em Lula e no governador Jaques Wagner, que reagiram com firmeza e aplicaram "uma baixa" pública em Geraldo Simões.
O bronca de Geraldo teve como motivo ter sido despido do pomposo título de "Pai do PAC do Cacau para Geddel Vieira Lima, cujo ministério liberou R$ 2,5 bilhões para o programa.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Bolo de Cerveja

E eis que surge a primeira receita doce, uma experiência gastronómica da Filipa. O bolo de cerveja por ela preparado é um bom exemplo da versatilidade da cerveja e de como a sua utilização não está restrita a carnes, sejam elas guisadas, fritas ou assadas. Depois de se deliciarem com esta receita, não se esqueçam de visitar Receitas da Filipa pois, para além dos preparados com cerveja, existem muitas outras excelentes sugestões para aqueles dias em que a inspiração culinária parece ausente.

Ingredientes:

6 ovos
2 xícara de chá de açúcar
1 xícara de chá de manteiga
2 xícara de chá de farinha de trigo
1 xícara de chá de farinha maizena
1 xícara de chá de cerveja branca
1 xícara de sobremesa rasa de fermento em pó
1 xícara chá de canela em pó
1 xícara chá de aroma de baunilha em pó
1 xícara chá de bicarbonato de sódio
raspa de 1 limão
açúcar em pó q.b.

Preparação:
Bata muito bem a manteiga com o açúcar até obter um creme. Junte as gemas, uma a uma, e batendo bem entre cada adição. Adicione a raspa de limão, a baunilha, a canela, o bicarbonato de sódio e a cerveja. Bata mais um pouco. Junte depois a farinha de trigo e a maizena assim como o fermento. Bata bem até uniformizar tudo. Junte delicadamente as claras previamente batidas em castelo forte. Ponha a massa num tabuleiro untado com manteiga e leve ao forno a cozer durante aproximadamente 35 minutos. Faça o teste do palito. Espere que arrefeça, desenforme, corte em quadrados e polvilhe com açúcar em pó.

Fonte: http://www.cervejasdomundo.com
Crédito da receita: http://receitasdafilipa.blogspot.com/

ELES DISSERAM

“Eu recomendo... pão, carne, vegetais e cerveja.” – Sófocles na Filosofia para uma dieta moderada.

“Uma mulher levou-me a começar a beber e eu nem tive a decência de lhe agradecer.” – W.C. Fields

“Por vezes, quando reflito na quantidade de cerveja que bebo, fico envergonhado. Mas depois, olho para o copo e penso em todos aqueles trabalhadores da cervejeira e nos seus sonhos e desejos. Se eu não bebesse esta cerveja, poderiam ficar sem trabalho e com os seus sonhos destruídos. Portanto penso: é melhor beber esta cerveja e deixar que os sonhos deles se concretizem, do que ser egoísta e pensar só no meu fígado.” – Babe Ruth

BEBER CERVEJA ENGORDA?


É habitual associar-se o consumo excessivo de cerveja com situações de obesidade, nomeadamente o aparecimento de uma barriga dilatada. Se é verdade que beber cerveja em grandes quantidades pode ajudar à distenção dos músculos da barriga, não o é menos dizer-se que isso também se deve ao facto dos grandes consumidores de cerveja serem, em geral, pessoas com um estilo de vida menos saudável. A realidade é que beber cerveja não engorda, desde que o seu consumo seja parte integrante de uma dieta equilibrada e se faça com moderação às refeições (19). Como é facilmente constatável, para uma quantidade idêntica de cerveja, um yogurte de fruta, um copo de leite ou um sumo de maçã têm muitas mais quilocalorias, sendo, esses sim, produtos que podem contribuir para um aumento da massa corporal, independentemente de também serem produtos saudáveis e essenciais ao nosso bem-estar.

Recentemente, realizou-se um estudo em Espanha que mostrou que os bebedores regulares de cerveja não ganham, obrigatoriamente, peso. De facto, o consumo moderado de cerveja significou 4% das calorias totais das dietas dos homens e 3% das das mulheres. O estudo evidenciou ainda que quem bebe cerveja com moderação tem uma dieta de maior qualidade nutricional que os não consumidores, uma vez que ingerem uma maior quantidade de ácido fólico e outras vitaminas do grupo B, essenciais para a prevenção de certas enfermidades e para garantir uma correcta alimentação (20). Também em Portugal se fizeram várias pesquisas para aquilatar das qualidades da cerveja. Na busca do equilíbrio cervejeiro, o Dr. Manuel Rocha de Melo, da Faculdade de Ciências da Alimentação e Nutrição da Universidade do Porto, debruçou-se sobre as propriedades nutricionais da cerveja e concluiu que contém vitaminas do complexo B, polifenóis, fibra solúvel, minerais e álcool, frequentemente esquecidos pela dieta ocidental, que exercem benefícios na prevenção de várias doenças. Para além disso, o facto de ser pobre em lípidos e açúcares, leva-o a concluir que esta bebida pode ser, se (e apenas se) consumida de forma moderada, integrada numa dieta saudável. Conheça, pois, a composição desta refrescante poção:

1 - 93% de água. Os adultos necessitam de mais de dois litros de água por dia. Comparada com outras bebidas alcoólicas, a cerveja combate melhor a sede pelo seu alto conteúdo de água, que compensa os efeitos desidratantes do álcool.

2 - Álcool (etanol) 3,4%-9%. Se for ingerido em doses moderadas, o álcool contribui para evitar a acumulação de gordura nas paredes arteriais.

3 - Hidratos de carbono 2% a 3%. Proporciona cerca de 15 g da maior fonte de energia do corpo humano.

4 - Calorias. 33 cl de uma cerveja normal contêm cerca de 150 kilocalorias, menos 60 do que um refrigerante de cola, com a vantagem acrescida de não provocar cáries. Com certeza que 9 em cada 10 dentistas lha recomendariam.

5 - Gorduras. Zero... tinha dúvidas?

6 - Magnésio (48 mg, 12% da Dose Diaria Recomendada) e silício (6 mg). O consumo de cerveja associa- se a uma maior densidade mineral nos ossos, actuando como factor preventivo face à osteoporose.

7 - Potássio (190 mg, 12% da DDR). Compensa a perda excessiva deste mineral através da urina, importante na prevenção das cãibras musculares.

8 - Vitamina B12 (0,8 mcg, 48% da DDR). Produz serotonina e dopamina, as duas substâncias químicas responsáveis pela sensação de bem-estar.

9 - Vitamina B2 - Riboflavina (8% da DDR). Contribui para o crescimento da pele, do cabelo e das unhas e também actua como cicatrizante.

10 - Vitamina B5 - Ácido Panthoténico (4% da DDR). Sintetiza os lípidos e o açúcar dos alimentos. Essencial para digerir as batatas bravas.

11 - Vitamina B3 - Niacina (6 mcg, 8% da DDR). Ajuda a queimar os hidratos de carbono e as gorduras, e atrasa a formação de cabelos brancos.

Fonte: http://www.cervejasdomundo.com/

Influência combinada da atividade física nos tempos livres e o consumo semanal de álcool no risco de acidentes isquémicos

Foi estudada a influência combinada da actividade física praticada nos tempos livres e o consumo de álcool semanal no risco de acidentes isquémicos e todas as causas de mortalidade. Foi estudada uma cohort de 11914 pessoas com 20 anos ou mais e sem indício de doença. Foram seguidos durante 20 anos e concluiu-se que a actividade praticada nos tempos livres e o consumo moderado de álcool são importantes para baixar o risco de acidentes isquémicos, bem como todas as causas de morte.

Fonte: European Heart Journal

quarta-feira, 7 de maio de 2008

COLEGA CONCEITUADO

OBAMA EM TEMPOS DE BECO
O pré-candidato do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barak Obama, dá uma demonstração de como se deve valorizar as coisas boas da vida, no caso um copo de cerveja bem gelada.
A foto deixou extasiado o confrade Guilherme Lamounier, diante da desenvoltura de Obama, que segura o copo como se fosse um grande troféu.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

MAIS UMA PRO CURRÍCULO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva incentivou, segunda-feira (5) a população a fazer denúncias se achar preços reajustados nas bombas de gasolina dos postos de combustíveis.
"É importante as pessoas ficarem atentas. A gasolina não aumenta nada no posto. Se algum posto estiver aumentando, as pessoas podem denunciar porque não aumenta nada e o óleo diesel aumenta 8,8%", disse Lula em seu programa de rádio semanal "Café com o Presidente".

NADA SABE
O presidente Lula aumenta o seu imenso currículo de besteirol ao incentivar a prática do dedo-durismo (será que existe esta palavra?), que não tem valor legal algum na economia de mercado do Brasil.
Se ele pergunta a alguém antes de dizer tamanha tolice, saberia que o preço dos combustíveis somente são tabelados na refinaria quando é vendido pela Petrobrás às distribuidoras.
Tenha paciência, Lula!