quarta-feira, 24 de setembro de 2014

CORRESPONDÊNCIA FAMILIAR

A troca de correspondências, há alguns anos, era feita através de cartas, bilhetes e até recado. Alguns, os mais afoitos, não se limitavam a usar esses meios e "diziam na cara". Hoje, com a mudança dos tempos, o e-mail, a mensagem (SMS), twitter, dentre outros meios eletrônicos são mais utilizados. Entretanto, lembraremos, aqui, a correspondência familiar para falar dos amigos, nem que fossem para "tirar um sarro, como foi o caso.
PALAVRAS

Caro primo Tolé:

Meu abraço,

Tenho minhas razões de dizer que todas as palavras terminadas em (ESCO) não prestam.
Indo a Salvador, tem uma parada em Santo Antonio de Jesus para almoço, justamente num restaurante chamado Tedesco (que lástima!).
Deus não me falte sem aquela refeição.
A comida fria, sem sal, a carne com bastante gordura, feijão, arroz e macarrão sem tempero. Aquele fracasso.
Para finalizar veja no verso o nome do Restaurante no recibo. Para melhorar observe no nome do dono. É uma beleza. Para não dizer ao contrário.
Sem mais, o meu abraço.
Do primo Dr. Aécio da Silva Almeida.

UMA COISA INTERESSANTE:

Palavras que não prestam terminadas em ESCO.
Parentesco,
Carnavalesco,
Bradesco e
Tedesco

Palavras terminadas em RIO que prestam:
Brio – vergonha, sentimento e sério.
Império – forte que ninguém derruba.
Solidário – amigo sincero.
Rio – água sagrada para tomar banho.

Osmário – amigo certo, caridoso, respeitador, honesto, amigo do trabalhador e do pobre.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Confraria do Alto Beco do Fuxico veraneia em Canavieiras

Afastado com ânimo definitivo de Itabuna  Alto Beco do Fuxico –, o editor deste blog passa por um prolongado veraneio em Canavieiras. Por falta de atividades no beco de origem, busca novo beco, desta vez em Canavieiras, cidade onde a escassez de beco com militância etílica e gastronômica é gritante.
Em vista dessa inusitada descoberta, abre os trabalhos na Terra Mater do Cacau e mais ainda do caranguejo, na esperança de que um progressista empresário da área gastronômica e etílica se sensibilize e passe a comercializar – num beco desses – produtos para o consumo desse tipo de iguarias.
E por aqui nesta terra plana passa a funcionar o Confraria do Alto Beco do Fuxico, lembrando fatos históricos e os que porventura surgirem, desde que merecedores de divulgação.
Até sempre!

Em Canavieiras, beco já foi local de respeito

Walmir Rosário*

Não que agora não os sejam. Mas é que os tempos mudam e nem sempre os costumes mais antigos costumem acompanhar o modismo. Mas é assim mesmo. Quando digo que o beco – ou seu plural – já foi local de respeito, digo e provo. O próprio Beco do Fuxico – para uns Beco do Progresso (mas que não acho graça) – teve seus dias de glória.
No seu apogeu – e foram muitos anos na crista da onda – era palco de botecos famosos frequentados por quem de direito e tinha negócio para tanto. Outros menos votados também faziam incursões etílicas de pouca monta, mas nem por isso menos importante. Botecos tantos de vizinhança famosa, afinal um nome desses não se empresta – doa ou vende – a-toa.
Tendas – ou oficinas, como queiram – de mestres em alfaiataria, sapataria, quitandeiros e outros especialistas nas artes eram figuras conhecidas por exercerem seus ofícios na dita cuja área, cuja fama ultrapassava mangues e praias, espalhando-se além fronteiras. Era, sobretudo, um local de farto saber e conhecimento.
Sim, isso mesmo, pois em que locais se reuniam esses mestres para falar do dia a dia de suas labutas e da vida alheia? Local mais apropriado do que um boteco, impossível! E implantado no Beco do Fuxico, melhor ainda, pois não existe em qualquer lugar do mundo com tamanha competência, curriculum ou DNA, como queiram.
Mas como tudo que sobe, desce, o Beco não resistiu e as portas ditas do progresso foram sendo fechadas. Com o afastamento dos mestres em ofícios dos mais diversos e a diminuição da frequência do cais do porto, os botecos foram cerrando as portas e se mudando de endereço. Espalharam-se para o Norte, Sul, Leste e Oeste. Bastar dar uma corridinha e conferir in loco.


BECO DO BERIMBAU
O Beco do Berimbau em dia de festa: a Galeota de Ouro
Este, o Berimbau, foi local de resistência da boemia canavieirense por muitos anos. Até que morte nos separe, foi a regra. Enquanto comandado por Neném de Argemiro sentou praça e fez história, contada em prosa e verso – mais prosa do que verso – por conta das verdades melhoradas contadas por um dos membros – ou confrades – mais assíduos: Raimundo Antônio Tedesco, historiador tido e havido como grande conhecedor da arte de contar causos.
Confrade, eu disse, e repito com todas as letras, haja vista o surgimento ou o achamento, no vocabulário de qualquer his(es)toriador que se preze da dita arte. Pois bem, esse foi o nome dado aos frequentadores do boteco O Berimbau, por tomarem parte na Confraria do Berimbau, nome recebido na pia batismal de qualquer botequim que se preze: o pé de balcão.
Mas como anteriormente disse, “até que a morte nos separe”, O Berimbau, de nome e importância na praça, continuou a ser frequentado até a aposentadoria de Neném de Argemiro e sua última viagem à eternidade. Sem Neném, calou-se o trompete, calaram-se os confrades (apesar da teimosia em continuar sentando praça no local). Não se ouve qualquer barulho de copos, não é sentido o olfato do mal-assado.
O silêncio no Beco de O Berimbau ainda ecoa na memória dos que frequentaram o boteco e nas histórias contadas sobre a “Galeota de Ouro”, que por anos a fio escolhia o “melhor entre os piores” para conceder tão humilhante troféu, ou distinta honraria, a depender do distinto. Melhor congraçamento nunca houve antes na história de Canavieiras e que ficou gravado para a posteridade. A cisão entre os confrades enterrou nas cinzas do braseiro onde eram assados os espetinhos de gato oferecidos aos convidados.
Como dizia aquela publicidade antiga: “Bastante imitada, mas nunca igualada”.
ENDEREÇO ANÔNIMO - Hoje, o Beco de O Berimbau faz parte, ou melhor, ostenta no Código de Endereçamento Postal de Canavieiras com nome metido a besta: Rua Dr. João de Sá Rodrigues (nada, absolutamente nada contra o patrono). Mas, nos guardados de um dos confrades, o Antônio Amorim Tolentino (Tolé), está estampado: Beco de O Berimbau, da esquina de Tião da Kombi até a Rua Dr. José Marcelino.

*Blogueiro e apreciador das artes dos comes e bebes.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

BECO DO FUXICO SEM BOTECO…SÓ EM CANAVIEIRAS

Walmir Rosário *
Nada mais enganador do que um título, um nome de rua, ou mesmo de um beco, que não combine com o enunciado. Segundo o Código de Defesa do Consumidor, isso pode ser classificado como propaganda enganosa ou abusiva e como tal deveria ter respaldo jurídico o indigitado que busca as regalias etílicas e gastronômicas num beco com esse nome.
Se, por ventura, não se vislumbre o direito líquido e certo do cliente interessado, que se consagre, pelo menos, a expectativa do direito. E essa relação não se pode ou deve negar ao frequentador desses ambientes bem falados e comentados por toda a sociedade. Mas, querelas à parte, que pelo menos se evite a propagação desses nomes estranhos ao produto, no caso em questão, o Beco.
Mas não é um simples beco. É batizado, crismado e registrado como Beco do Fuxico, portanto, deveria estar acompanhado de todos os atributos inerentes ao nome, como as tendas de serviços prestados pelos profissionais liberais que lidam com artes tanta, a exemplo de barbeiros, sapateiros, alfaiates, bem como empresários de menor porte, como os quitandeiros e donos de botequins. É assim o beco do fuxico em Canavieiras.
Mas nenhum destes senhores pode ser visto nas vetustas casas desse indigitado beco, localizado em pleno centro da cidade, caminho mais curto de quem busca a “passarela do álcool” tida e havida no sítio histórico, lá pras bandas do cais do porto. Caso o cliente – ou paciente – já venha necessitando recompor os líquidos perdidos numa empreitada qualquer, vai ficar na mão.
Definitivamente, o tal do beco do fuxico (grafado propositadamente com letras minúsculas) não é o menor e melhor caminho entre duas retas. Ao contrário, deve ser considerado um caminho tortuoso, perigoso e estranho a qualquer consumidor das iguarias etílicas. Melhor buscar outras rotas, pois ali não encontrará abrigo algum para satisfazer as necessidades do corpo e da alma.
Exemplo mais vivo e vibrante pode ser visto e vivenciado em Itabuna, no Beco do Fuxico, este grafado com iniciais maiúsculas, como manda as regras da Língua Portuguesa, que em pretéritos dias de glórias era dividido em alto beco, médio beco (já extinto, etilicamente falando) e alto Beco. Lá, do ABC da Noite aos Artigos Para Beber, passando pela Confraria do Alto Beco do Fuxico, desfilam garbosamente os apreciadores da arte de levantamento de copo.
Caso buscasse antes uma informação, teria feito uma parada estratégica pelas bandas da rua 13 – que embora as placas nomeie personalidades outras não levadas a sério –, ai, sim teria encontrado o aconchego do tamanho de sua necessidade. Embora seja rua larga e asfaltada, não é o local mais apropriado para a prática das culturas etílicas, não afeita à alta velocidade dos carros, motos e bicicletas e sim ao bate-papo tranquilo e gostoso de uma mesa de bar.
Como para um bom bebedor meia dose não basta, tive que estacionar no passeio da Bomboniere Lua de Mel, sentado a uma confortável cadeira, lata de cerveja na mão, meota de cachaça embaixo dela, longe das vistas de quem não a aprecia e poderia, ainda sair denegrindo a boa imagem da canjebrina ou dos meus bons costumes. E não é por falta de opção. Se por acaso tivesse eu a verve de um Castro Alves diria que bares são semeado à mão cheia, mesmo sem ser um bendito.
Inconformado com tal situação, já propus aos conhecedores da arte de aturar pileques que se debruçassem – não sobre a mesa – ao estudo da possibilidade de abrir desses estabelecimentos que comercializam bebidas e petiscos em artéria de nome tão cativante. E, pelos meus cálculos, não seria um negócio ruim, daqueles praticados pelos dirigentes da Petrobras em Pasadena, pois seria bem fácil arregimentar uma carteira de bons clientes.
Um deles, o José Cloves, está revendo os manuais de administração e já começa a elaborar um plano de negócio para dar cabo a hercúlea empreitada. Agora que busca a reconhecida gratidão após anos de trabalho, nada mal para um ilustre aposentado se livrar da inatividade. Até porque tem prática do serviço e pode se dar ao luxo ao rechaçar a negativa de um cliente em aceitar uma cerveja servida em sua mesa sem que ele tenha pedido, retrucando em alto e bom som.
– Não quer não, pois então a Casa aceita! – E enche o copo até passar a régua.
Confesso que se tal empreendimento venha a ser concretizado faremos uma festança de inauguração com direito a uma reunião de trabalho da Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopias e Etc. (Alambique). O presidente Daniel Thame só aguarda a data.
* Apreciador da bela arte

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

CONFRARIA DO ALTO BECO DO FUXICO PROMOVE CONFRATERNIZAÇÃO

O sábado foi de festa entre os confrades
Neste sábado (14) a Confraria do Alto Beco do Fuxico fechou – literalmente – a travessa Ithiel Pedreira Xavier (Alto Beco do Fuxico) para realizar sua confraternização de fim de ano. Confrades e convidados trocaram elogios e mensagens de Feliz Natal e Próspero Ano Novo.
Sobre o comando do promoter José D’almeida Senna, a confraternização inovou neste ano ao apresentar um cardápio com bebidas variadas, como preferência para cerveja e cachaça, e churrasco com diversas carnes nobres.
A animação ficou por conta do músico Betinho Vasconcelos (voz e violão), que apresentou um vastíssimo repertório calcado na Música Popular Brasileira. Aparecendo na noite de Itabuna, Betinho agradou ao bom-gosto de confrades e convidados.
Betinho Vasconcelos animou a confraternização
Betinho Vasconcelos animou a confraternização
O confrade e músico Rafael Barreto também deu uma “canja” com músicas de sua composição e de artistas como Caetano Veloso, Raul Seixas, Gilberto Gil e Djavan.

sábado, 30 de março de 2013

Pepê é o nome mais forte para o cargo de Arquiduque do Alto Beco do Fuxico

Pepê é o candidato mais cotado para assumir o cargo
de Arquiduque do Alto Beco do Fuxico

O nome do advogado Pedro Carlos Nunes de Almeida (Pepê) é o nome mais cotado pelos membros da Confraria do Alto Beco do Fuxico para ser eleito Arquiduque do Beco do Fuxico. Apesar de não ter sido promovida a alteração no texto do Estatuto, os confrades já se movimentam para a escolha do confrade que irá assumir o cargo.

De forma oficiosa, os confrades chegam a afirmar que não existe outro candidato com as características de Pepê para assumir posto de tamanha importância na Confraria. As articulações de bastidores são constantes, mas, ao que tudo indica, o nome de Pepê é considerado consenso, antes mesmo de serem preenchidas as formalidades legais.

EMENDA
Para que Pepê seja escolhido o novo Arquiduque do Alto Beco do Fuxico, ainda é preciso que seja votada uma Emenda ao Estatuto da Confraria do Alto Beco do Fuxico, permitindo a eleição. O motivo é que, de acordo com a Carta Constitucional da entidade, os cargos são vitalícios e o atual Arquiduque, Antônio Raimundo Del’Rey Eça, por motivo de força maior não pode desempenhar suas funções já que reside em outra cidade, o que impede sua presença nas reuniões da Confraria.

A saída encontrada pela Comissão de Notáveis criada para emendar o Estatuto da Confraria do Alto Beco do Fuxico foi a de apresentar uma Emenda criando o cargo de Arquiduque Emérito, que será ocupado por Antônio Raimundo Del’Rey Eça, e a cargo de Arquiduque cujo o eleito – possivelmente, Pepê – deverá ser eleito no Conclave a ser promovido pela Confraria do Alto Beco do Fuxico, em data a ser anunciada nos próximos dias.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Depois de tombado, ABC da Noite fecha na Semana Santa

Clientes batem a cara na porta e Caboclo Alencar diz
que Estado é laico, mas não quer briga com a Igreja

Os clientes do ABC da Noite estão achando muito estranho a mudança no comportamento do Caboclo Alencar depois que a prefeitura de Itabuna promoveu o tombamento da tradicional instituição cachacística do Baixo Beco do Fuxico.

Alguns chegam a dizer que Alencar está ficando metido a importante, pois agora fecha o estabelecimento na quinta-feira santa, dia, segundo eles, de se preparar para o maior dia santo no calendário litúrgico católico. Reclamam, ainda, que falta a publicação de uma agenda, com os dias de funcionamento.

Procurado pela reportagem do Confraria do Alto Beco do Fuxico, Caboclo Alencar fez questão de esclarecer os fatos e diz que os clientes não têm a menor razão em fazer uma reclamação deste tipo. Ele nega que tenha fechado o estabelecimento na quinta-feira santa e afirma, categoricamente:

– Ora, mande esses caras curtirem o vício em outra freguesia. Sequer eu abrir o ABC da Noite nesta quinta-feira santa, como é que eu iria fechá-lo? – explica Caboclo Alencar, alertando para as armadilhas da língua portuguesa.

terça-feira, 26 de março de 2013

Confraria do Alto Beco do Fuxico altera Estatuto para eleger novo Arquiduque

As obras para adequar o Alto Beco para o Conclave e a
escolha  do Arquiduque estão de vento em popa 

O corpo de juristas formado por membros da Confraria do Alto Beco do Fuxico (Itabuna) receberam a incumbência de promover alterações no Estatuto da instituição etílico-social-mundana e gastronômica, adequando-a os novos tempos. Uma das necessidades mais prementes é o ajustamento a um dos cargos mais importantes da entidade, que se encontra em estado de (quase) vacância: o de Arquiduque do Beco do Fuxico.

Atualmente, o titular do cargo, Antônio Raimundo Del’Rey Eça, não reside mais em Itabuna e está impossibilitado de participar das reuniões e demais eventos e promoções realizados pela Confraria. Nesse caso, os confrades resolveram modernizar a Constituição da Entidade, no sentido de restabelecer a integralidade de sua direção, haja vista que não existe o cargo de adjunto, que poderia substituir o titular nos impedimentos.

De acordo com o estabelecido no Estatuto atual, os cargos de direção e assessoramento da Confraria do Alto Beco do Fuxico são vitalícios, equiparando-os aos imortais das academias de letras e congêneres. Como grande parte dos confrades também são membros da Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopia e Etc. (Alambique), uma das soluções propostas é a adequação de sua Carta Maior.

A Comissão de Notáveis – juristas-membros – tem o prazo de 30 dias para apresentar as modificações, que serão examinadas em reunião plenária fechada com a presença dos confrades com direito a voz e voto. Esse encontro será realizado em conclave (a portas fechadas) e o novo texto deverá ser aprovado dois terços dos seus membros. Assim que o consenso for firmado, em seguida será realizada a eleição do Arquiduque, nos mesmos moldes do Estatuto. Após os brindes de praxe, escorrerá por baixo da porta do conclave um líquido incolor e com cheiro de paladar de cana, anunciando a escolha do novo Arquiduque.

De acordo com o atual Estatuto da Confraria do Alto Beco do Fuxico o cargo de Arquiduque tem como atribuições precípuas de Autoridade Moderadora, cujo voto é decisivo para desempatar as decisões colegiadas; guardião da Constituição da Instituição e dirimir possíveis dúvidas a respeitos dos mais diversos assuntos relativos aos Estatutos e confrades. Ainda como Autoridade Moderadora, tem o poder de conceder o perdão às sentenças sofridas pelos confrades, na forma da lei.

Uma das soluções que está sendo buscada em consenso, já que os cargos são vitalícios e o atual Arquiduque não possui as condições adequadas para exercer as incumbências inerentes à função será a de criar o título honorífico de Arquiduque Emérito. Com a instituição dessa nova figura jurídica, será restabelecida a composição da Confraria, sem a perda de qualquer dos seus membros que gozam da prerrogativa da imortalidade.

Confraria promove nova festa de aniversário de confrades

Os aniversariantes Eduardo, Pepê e Leléu,
este no Beco, mas bem pra lá de Bagá

Uma festa de comemoração tríplice para homenagear o aniversário dos confrades Pepê, Eduardo e Leléu foi realizada no dia 6 de outubro próximo passado, pela Confraria do Alto Beco do Fuxico, no seu salão de festas ao ar livre da travessa Ithiel Xavier, no centro de Itabuna.

Em função da logística, a direção da Confraria do Alto Beco do Fuxico programou os festejos para um único dia, embora os confrades aniversariem em das diferentes: Eduardo (6), Pepê (9) e Leléu (9). Essa mudança na data possibilitou que os membros da coirmã Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopia e Etc. (Alambique) participassem do evento.

No cardápio assinado pelo Chef e aniversariante Eduardo (Zezinho), galinhada de moqueca, feijão (fradinho) tropeiro e arroz e farofa de macumba. Já o somelier Pepê apresentou uma carta de bebidas com especialidades das lavouras canavieiras de Itajuípe, Itarantim e Salinas, de safras e castas distintas, além de cerveja geladas de acordo com as mais modernas técnicas científicas.

Já toda a parte artística e de animação do evento ficou por conta do aniversariante Leléu, que também é diretor da Alambique para Assuntos Cachacísticos. Às vésperas da eleição, Leléu participou de um comício, uma passeata e chegou ao aniversário devidamente pronto, após a ingestão de 132 doses de cachaça fofatoba. Animação maior não poderia ter promovido.

Veja todas as fotos do aniversário

sábado, 9 de março de 2013

Prédio do ABC da Noite é tombado; Caboclo Alencar continua de pé, e bem forte

Amigos e clientes do Caboclo Alencar compareceram em peso
 
na solenidade de tombamento do ABC da Noite

Neste sábado (9), o Município de Itabuna decretou o tombamento do prédio onde funciona, há 50 anos, o ABC da Noite, pilotado por Alencar Pereira da Silveira, o Caboclo Alencar. Aos 82 anos e sem vontade de parar, Caboclo Alencar continua servindo sua seleta freguesia (ou clientela, sei lá) com as batidas mais famosas de Itabuna.

A homenagem deste sábado é considerada por Alencar como bastante especial, haja vista que confere ao ABC da Noite um simbolismo cultural, com reflexos formais em seu negócio. A cerimônia de tombamento do prédio foi realizada pouco antes da tradicional Lavagem do Beco do Fuxico.

Este ano, com patrocínio da Bahiagás, a lavagem do Beco do Fuxico contou com a animação da Banda Armandinho, Dodó e Osmar, que enviou um dos seus componentes, Aroldinho, para representar o grupo musical durante a cerimônia de tombamento do prédio do ABC da Noite. Também presente ao evento amigos tantos e fundadores da Lavagem do Beco do Fuxico.

VEJA MAIS FOTOS
Beco do Fuxico

Casados I...Responsáveis saem, sim, e homenageiam Eduardo Anunciação

Os Casados não desbotam e fazem homenagem a
folião-fundador Eduardo Anunciação

Por determinação dos irmãos “casados” Cassio e Alberto Elmo um dos blocos mais irreverentes de Itabuna, o Casados I...Responsáveis participa neste sábado (9) da tradicional Lavagem do Beco do Fuxico;
Antes, a direção do Casados anunciou que, em respeito à morte de um dos seus fundadores, o jornalista Eduardo Anunciação, o bloco não desfilaria este ano. Porém, após artigo elaborado pelo jornalista Walmir Rosário (relembre aqui) defendendo a homenagem a Eduardo, diversas pessoas se mobilizaram para a saída do bloco.

Com algum esforço para manter contato com os foliões do bloco, Cassinho e Bebeto conseguiram o compromisso dos colegas do Casados e, através de uma “vaquinha” entre eles, foi conseguido os recursos suficientes para “botar o bloco na rua”.

E melhor: homenageando o jornalista e folião Eduardo Anunciação (com rima e tudo).

Com o desfile deste sábado, além de Eduardo, o Casados também presta uma homenagem ao ABC da Noite (tombado pela Prefeitura) e ao Caboclo Alencar, em plena lavagem do beco.

quarta-feira, 6 de março de 2013

CONFRARIA “NASCE” NA PRÉ-LAVAGEM DO BECO DO FUXICO

Um bom bate-papo entre um copo e outro

Nesta sexta-feira (8), às 18 horas, será inaugurado o Bar Confraria, localizado na travessa Ithiel Xavier, no Alto Beco do Fuxico. A proposta da direção é proporcionar aos frequentadores um cardápio com uma carta de bebidas quentes bem variada – cachaças das melhores regiões produtoras do Brasil, entre outros destilados –, e tira-gostos com base na conhecida comida de boteco.

Para animar os foliões, José Sena promete muita música ao vivo, com animação do Grupo Amor a Dois, além do conjunto musical Aroldinho, Godó e Oscar, com um vasto e variado repertório. Promete José Sena, manter o Confraria como um reduto da boemia itabunense, servindo o melhor da gastronomia de boteco, consagrada em todo o Brasil, mas com um toque grapiúna.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

YES, WE HAVE BAÍTA


Walmir Rosário*
Não me lembro bem do ano, mas juro, se minha memória não falha, que o fato aconteceu no início da década de 60, no bairro da Conceição – ainda com aquele jeito suburbano, mas que já demonstrava vocação de desenvolvimento. O fato aqui relatado foi motivo de orgulho para empresários e políticos itabunenses, compenetrados que estavam com a inauguração de uma promissora indústria de cerveja, a Baita.

Os mais novos podem até não entender o motivo desse orgulho, como se tratasse apenas de patriotada. Não, Itabuna iria competir com os estados do Sul e Sudeste, única região do País que detinha a primazia de industrializar cerveja, produto trazido para Brasil pelos alemães, dentre outros europeus.

Agora, sim, Itabuna, o eldorado do cacau, com experiência restrita ao comércio, praticado com sabedoria pelos sírios e libaneses (ou turcos, quando queríamos zombar deles) iríamos partir para a industrialização, competir com o Rio de Janeiro e São Paulo.

O bairro Conceição foi o primeiro 
a sediar uma fábrica de cerveja 
As notícias dadas como manchetes nos jornais locais eram ufanistas (como desenvolvimentistas empedernidos 
que sempre fomos) e já sonhávamos com as chaminés despejando fumaça nos céus. Ao invés da mão-de-obra rural, acostumada a podão e biscó, teríamos operários de macacão apertando parafusos, azeitando máquinas, alimentando caldeiras. Era a glória!

Mas de onde viria essa empresa disposta a investir em Itabuna? O quê esses capitalistas estrangeiros teriam vislumbrado para montar uma indústria dessa magnitude, já que no máximo nos contentávamos com pequenas fábricas de cachaça? Mesmo assim do tipo “rinchona”, baldeando o produto vindo do alambique com álcool comprado em tonéis de 200 litros das usinas de Sergipe e Alagoas, conforme reclamavam os paladares mais exigentes.

Não, não se tratava de investidores alemães ou suíços acostumados aos lucros exorbitantes conseguidos com a compra de cacau e os adiantamentos feitos aos cacauicultores, que geralmente terminava com a entrega das fazendas. Nada disso, em Itabuna existia gente disposta a investir no desenvolvimento local, gente que não destoava de seus antepassados, responsáveis pela grandeza da cidade.

Claro que não eram homens poderosos, coronéis do cacau, acostumados a se meter em outras lides, derrubando matas, plantando cacau, fazendo pasto para colocar gado. Eram duas pessoas simples, trabalhadores, moradores do singelo bairro da Conceição, devotos da santa padroeira e fiéis assíduos das missas rezadas pelos frades capuchinhos Justo, Isaías e Apolônio.

Um, Antônio Vieira, era homem de saberes, professor de línguas – latim, português, francês e inglês – aprendidos no seminário, onde se ordenou padre, tendo deixado o hábito tempos depois, mas isso não importa agora. O outro, Zacarias bem esse já era diferente e tinha pendores (ou know-how, como dizem os americanos) para tal mister, pois detinha conceituados conhecimentos para a fabricação de vinagre.

Embora possa parecer que a ideia de fabricar cerveja tenha partido de Zacarias, a história é bem diferente, e foi justamente o professor Vieirinha quem convenceu o outro a formar sociedade. Mesmo antes de montar a Baita, o professor Vieira já era possuidor de um equipamento cervejeiro doméstico, e não relutava ir ao Rio de Janeiro e São Paulo para comprar malte, lúpulo e outros insumos próprios para o fabrico.

Nos fins de semana em que fabricava sua cerveja caseira era uma festa para os amigos, vizinhos e a garotada, que se transformavam em “pilotos de provas”, entre eles meu irmão Valter Rosário, amigo de seus filhos. Com esse aprendizado foi um pulo comprar equipamento para fabricar a mais legítima cerveja itabunense, baiana. Daí o nome Ba-ita, junção patriótica de Bahia e Itabuna.

Lembro-me como se fosse hoje a chegada dos caminhões com o maquinário e insumos. Uma festa para a garotada, que conferia a todo o dia a montagem da indústria. Aos poucos a fábrica foi tomando corpo, as experiências feitas, até os mestres cervejeiros darem o produto por acabado. Agora era a vez de vender, convencer os donos de bares a comprar a bebida, “filha da terra”, como diziam, arrematando que “não ficava nada a dever à Brahma e Antarctica”.

Como parte do marketing, tinha os frades capuchinhos para abençoar o empreendimento, o prefeito Félix Mendonça e o deputado estadual José de Almeida Alcântara para inaugurar. Neste dia, boa parte da cidade da gente graúda do centro da cidade estava no Conceição. Na hora, foguetes estourando, o professor Vieirinha abre uma cerveja e oferece a Alcântara o primeiro copo. Alegando uma indisposição, coisa de um sarapatel que tinha comido na feira, pegou o seu copo e ofereceu a um amigo que lhe acompanhava.

Era o funcionário do Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Comerciários (IAPC), o saudoso Manuel Leal, que se tornou o primeiro “piloto de prova” da Baita, numa deferência toda especial do amigo deputado.

Quanto à Baita? Infelizmente não resistiu à concorrência das rivais e terminou sucumbindo. Com isso Itabuna perdeu uma grande oportunidade de se tornar o primeiro polo cervejeiro do Norte e Nordeste, já que Salvador somente anos depois ganhou suas duas primeiras fábricas. Essa é mais uma prova de que somos pioneiros também na fabricação de cerveja.

*Jornalista, advogado e editor do www.ciadanoticia.com.br

Confraria do Alto Beco do Fuxico promove confraternização


Sexta-feira (12 de dezembro de 2012) foi mais uma data histórica para ser inserida nos anais da Confraria do Alto Beco do Fuxico. Tudo isso por mais uma promoção: a confraternização festiva de fim de ano para comemorar o Natal e Ano Novo.

Este ano, a festa sofreu modificações no seu formato, com a retirada dos plenos poderes antes conferidos ao confrade José D’Almeida Senna, conhecido como o Ibrahim Sued do Beco, dada a sua condição de promoter. Despidos dos superpoderes ditatoriais, a pela primeira vez a festa foi realizada com a participação de todos os confrades.

Pra início de conversa, ficou decidido e combinado que a cada grupo de três confrades seria dada a incumbência de providenciar e oferecer um prato para o evento, o que foi considerado bastante positivo. Pela primeira vez, além de “dar um pé-na-bunda” dos intrusos, houve abundância e diversidade gastronômica, com pratos dos mais diversos da culinária nacional e internacional. Já a bebida, como sempre, ficou por conta dos confrades participantes.

Este ano, a confraternização teve a animação de Paulo Maia, nos teclados, participação especial de Rafael Barreto (violão e voz), e saxofone. Entre um papo e outro, a noitada de confraternização rolou até altas horas da madrugada.
Para o ano tem mais!

sábado, 22 de dezembro de 2012

O MUNDO NÃO ACABOU, MAS EU ME LASQUEI!


Walmir Rosário
Em bem sabia que essa família Maya não era de merecer esse crédito todo. Sempre soube que eram uns incompetentes e gostavam de ser o centro das atenções, como uns deles que conheço no Rio de Janeiro e que só sabem fazer política, mesmo assim dizem que não estão mais com essa bola toda.

Ainda ontem (sexta-feira, 21), ouviu falar – à boca-pequena – aqui na “Boca Maldita”, em Curitiba, a confirmação do que já sabia e não levava a sério, de que esses Maya eram uns caras que gostavam de viver nas nuvens, ou pelo menos perto delas. E olha que o povo da “Boca Maldita” não é de jogar conversa fora.

Pelo que consegui escutar, a família Maya se meteu a fazer um calendário e, pelo que consta, não conseguiu sequer acabar (o calendário, é claro), dando a entender ao mundo que o dia 21 de dezembro de 2012 era o fim de tudo. Até eu que nunca levei “esses caras” a sério pensei que estaria com os dias contados.

Também com todo o mundo (ou quase) dizendo que o mundo iria mesmo acabar, não tive alternativa senão entrar no clima. Parecia até copa do mundo da Fifa: tinha data e hora para terminar. Mas qual, quando fui me inteirar direito, nem o ex-presidente Lula sabia e, pior, os cientistas da Nasa desmentiram esses Maya, ponto por ponto.

Essa polêmica só me deu prejuízo: primeiro foi sair por aí comprando tudo que via pela frente com os cartões de crédito, pensando que não iria pagar. Agora vou ter que trabalhar dobrado. Pior do que isso, ao vir comemorar o fim do mundo fora de Itabuna, perdi a comemoração do fim do mundo promovida pela Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopia e Etc. (Alambique) no Beco do Fuxico, iniciando no ABC da Noite do Caboclo Alencar e subindo para o Artigos para Beber, já no Alto Beco.

Mas não faz mal, já que o mundo continua mundo e eu vivo, vou comemorar meu desatino em Joinville, onde não falta cerveja da boa, feita de forma artesanal e comida da melhor qualidade. Vou até pedir ao Papai Noel que no próximo ano ele arranje história melhor para ser contada antes do Natal. Quem sabe o “bom velhinho” não me atenda…
Jornalista, advogado e editor do www.ciadanotícia.com.br

domingo, 16 de setembro de 2012

Miranda inova e comemora aniversário com fígado de canguru; confrades agradecem

Miranda, ladeado por Augusto (E) e José Senna e João Vitor

Mais um sábado (15) festivo na Confraria do Alto Beco do Fuxico e os confrades comparecerem para prestigiar o aniversário de Miranda Laytinher, que comemorou o acontecimento no mais alto estilo permitido no Alto Beco do Fuxico.

Uma ausência notada e sentida foi a do confrade Rafael Barreto, que desfalcou as comemorações artísticas e musicais, cargo assumido por Augusto, que comandou o espetáculo através de som mecânico, com um repertório composto de sambas de altíssimo nível e jovem guarda.

Como sempre, os confrades compareceram em peso
Neste sábado (15), os bares “Artigos para Beber” e “Whiskytório” receberam os confrades com cerveja bem gelada e de marcas variadas, reforçada por um divino elixir reconstituinte composto de jatobá, exclusividade da adega do aniversariante.

O buffet do aniversário foi bastante de muito bom-gosto e inovador, sendo apresentado de entrada salgados diversos como quibes, pasteis, coxinhas e empadas; e dois pratos de resistência: uma salada marinha com camarões e lagostas especialmente trazidas de Canavieiras.

Família prestigia aniversário de Miranda
Já a inovação foi o prato surpresa apresentado por Miranda para o deleite dos confrades: Fígado de Canguru, uma exclusividade gastronômica vinda do outro lado do mundo especialmente para o importante evento. Todos os cuidados com a logística foram tomados para que o prato, preparado na Austrália, chegasse ao Alto Beco do Fuxico na data certa e acondicionado em nitrogênio líquido, com a finalidade de manter todas as propriedades gustativas e o padrão de qualidade.

Um dos pratos especiais da festa de aniversário
Chiquérrimo, como diria aquele famoso colunista social mundano.

Sábado que vem tem mais!






terça-feira, 4 de setembro de 2012

Sábado (1º) foi Rafael, no próximo tem mais aniversário

Rafael ao lado do banner recém-inaugurado

Mais uma vez o palco de eventos da travessa Ithiel Xavier, no Alto Beco do Fuxico, sede da Confraria do Alto Beco do Fuxico e da Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopia e Etc., (Alambique) abrigou um “aniversário de arromba”. Desta vez foi o confrade Rafael Barreto quem reuniu os amigos para comemorar mais uma primavera pueril.

Para reforçar o estômago delicado dos confrades uma suculenta dobradinha, cachaça Santa Teresa, da reserva especial de Rui Nunes, e cerveja bem gelada. Como sempre, com o Alto Beco fechado, foi montado um toldo para a exibição dos artistas da música itabunense. Não faltaram Carlinhos, Alex, Paulo Maia, e o próprio o próprio aniversariante, que se exibiu com violão e guitarra, proporcionando solos de blues, dentre outras tendências musicais. O músico revelação foi o confrade Pepê, que exibiu o melhor do seu estilo musical dançante. Do bairro Conceição, Caroba foi o músico eternamente convidado.

Taninha comandou a festa e cantou os parabéns pra Rafa
Além dos salamaleques de praxe, o bate-papo rolou à vontade e os confrades resolveram todos os problemas de Itabuna, da Bahia, do Brasil e do mundo enquanto parabenizavam o aniversariante pelo esmero da organização do evento. Como reza e preceitua a Constituição da Confraria do Alto Beco do Fuxico, o mestre de cerimônia José D’Almeida Senna fez as honras da casa, ou melhor, do Alto Beco, para o gáudio gastronômico e etílico dos confrades.

Uma dos destaques do evento natalício foi a inauguração do banner com as fotos de Rafael Barreto e Taninha, exposto no ambiente do toldo, “para marcar o território”, como explicou Rafael. A festa, que iniciou ao meio-dia em ponto, rolou até altas horas, com a finalidade de aproveitar e aproveitar a brisa noturna que sopra no Alto Beco do Fuxico.

Pepê surpreendeu ao se exibir cantando e dançando
Perdeu esse aniversário, não se incomode, no próximo sábado poderá ser comemorada mais uma das famosas festas do Beco.




domingo, 19 de agosto de 2012

Beco festeja mais um aniversário de José Senna

Senna observa os confrades se deliciando com o bacalhau

Neste sábado (18) o Alto Beco do Fuxico registrou mais uma data natalícia do promoter José D’Almeida Senna, o “Ibrahim Sued do Beco”. Passou dos 60 há tempos e não diz mais quantos janeiros está completando. Mesmo assim, reuniu amigos tantos para comemorar.

E não foram poucos que compareceram ao Bar Artigos para Beber, para levar o abraço ao amigo Senna e comer de pratos à base de Bacalhau (legítimo do Porto e da Noruega). Não faltaram cachaça da boa, pura ou de infusão, cerveja bem gelada, e música de primeira.

Rafael, Polega e Carlinhos, o trio parada dura do Alto Beco do Fuxico
Desde os tempos da Jovem Guarda, passando pelos bons sambas cariocas, MPB de respeito, forró, dentre outros estilos, ficaram a cargo de Carlinhos (ex-Phase e outras tantas bandas de sucesso), do musicista Rafael Barreto, Caroba, Paulo (guitarrista da extinta Banda Apache), dentre outros menos dotados.

Pepê, entre um gole e outro, administrava uma bandeja de pés de galinha

Após os devidos providenciamentos de segurança, a exemplo do fechamento do Beco Ithiel Xavier, a Confraria do Alto Beco do Fuxico e a Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopia e ETC. (Alambique), festejaram a mudança de idade do seu membro.

Ao final, por volta da 19 horas, foi dada a garantia de que no próximo ano terá mais festança. Mas enquanto a nova data não chega, os confrades continuarão se reunindo para comemorar outros aniversários, de preferência com bastante comes e bebes pelos sábados a fora, que ninguém é de ferro.



O BECO É DO POVO COMO O ABC É DO CABOCLO

Os clientes chegaram para mais a sessão
histórica de batidas no ABC da Noite

Faltou Beco e sobrou Fuxico na comemoração dos 50 anos do ABC da Noite. Centenas de abecezeiros lotaram o tradicional espaço da boêmia itabunense para dar um abraço no Caboclo Alencar e aproveitar a boca livre que só acontece a cada 50 anos, com direito a batidas, vinho, salgados e bolo de aniversário, tudo ´de grátis`.

festa teve direito a placas comemorativas, discurso (só do Caboclo),  exibição de um documentário sobre o ABC da Noite e muito fuxico, já que estamos em ano eleitoral e por lá passaram e conversaram animadamente juçaristas, azevedistas e vanistas. Todos, acima de preferencias políticas, futebolísticas e outros “íticas”, amigos de Alencar e fiéis às incomparáveis batidas do ABC da Noite.

Gabriel Nunes descerra a segunda
placa do ABC da Noite
Uma noite tão especial que o Caboclo, irredutível no horário de abertura de fechamento do ABC. Teve que fazer hora extra.

No final da festa, querendo espantar os abecezeiros que queriam esticar o ágape até altas horas, o Caboclo Alencar apareceu na rua com um fornido prato de salgadinhos e, mais Caboclo do que nunca, perpetrou:

- Comam ai que sobrou e eu ia jogar fora mesmo…

DO Blog do Thame

ALAMBIQUE HOMENAGEIA O “CABÔCO”

Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopias, Etc. (Alambique), prestou merecida homenagem ao ABC da Noite, que completa 50 anos de bons serviçosetílicos, sob o comando do Caboclo Alencar.

Uma placa comemorativa ao cinquentenário do ABC da Noite foi afixada na parede do bar, imortalizando esse momento especial na história da boemia itabunense.

Mais uma entre as tantas e merecidas homenagens ao Caboclo Alencar.